O dólar opera em baixa, alinhado à desvalorização do petróleo, da divisa norte-americana e dos rendimentos dos Treasuries e títulos europeus, por expectativas de que a guerra no Oriente Médio possa terminar em duas a três semanas, conforme sinaliza o presidente dos EUA, Donald Trump.
Ontem, o Irã também indicou que está pronto para encerrar a guerra, desde que haja garantias contra novas agressões. No radar está o pronunciamento de Trump sobre o conflito hoje à noite, às 22 horas. Há pouco, a ADP informou que o setor privado dos EUA criou 62 mil empregos em março, acima da expectativa de 39 mil. O dado antecede o payroll oficial, que será divulgado na sexta-feira.
No Brasil, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o governo vai fazer o que estiver ao seu alcance para evitar que guerra afete os preços dos combustíveis e citou fiscalização da PF e Procons. "Isentamos PIS/Cofins no diesel e fizemos isenção para estados, mas tem gente mau caráter e vamos ter que colocar alguém na cadeia", afirmou.
O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, disse que o governo avalia medidas para conter impactos da guerra no Oriente Médio sobre GLP e querosene de aviação (QAV), mas ainda sem definição. No prazo de 60 dias, impacto fiscal estimado é de R$ 3,5 a R$ 4 bi com subsídio ao diesel.
O IPC-S da Fundação Getulio Vargas subiu 0,67% em março, acelerando frente a 0,46% na leitura anterior e revertendo a queda de 0,14% no fim de fevereiro. O resultado ficou acima do teto das estimativas do mercado (0,66%) e levou a inflação acumulada em 12 meses a 3,47%, segundo o Projeções Broadcast.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Inauditus para investigar um esquema de venda de sentenças, corrupção e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça do Maranhão. Foram cumpridos 25 mandados de busca em cidades do Maranhão e também em Fortaleza, São Paulo e Lagoa Seca (PB). A Justiça decretou a prisão do principal operador, afastou cinco servidores, impôs medidas restritivas e determinou o bloqueio de até R$ 50 milhões em bens.
Por volta das 9h50, o dólar à vista apresentava queda de 0,16%, cotado a R$ 5,1702.


