A diretora de Comunicações do Fundo Monetário Internacional (FMI), Julie Kozack, disse nesta quinta-feira, 14, que 12 países já pediram auxílios a partir de US$ 15 bilhões à instituição, sem citar nominalmente as nações. Segundo uma fonte da Reuters , autoridades iraquianas procuraram o FMI para obter assistência financeira como resultado do conflito no Oriente Médio.
Em coletiva de imprensa, Kozack também comentou que muitos países estão pedindo ajuda e orientação sobre como proceder com a política monetária em meio ao choque energético e reiterou as falas da diretora-gerente do Fundo, Kristalina Georgieva, de que a economia global está caminhando para o cenário adverso traçado na Reunião de Primavera de abril - situação em que a expansão da economia mundial se reduz para 2,5% este ano e a inflação sobe para 5,4%.
Segundo ela, as expectativas de inflação em curto prazo aumentaram, mas as de médio prazo ainda estão ancoradas e as condições financeiras permanecem acomodatícias. "Coordenação com o Banco Mundial e a Agência Internacional de Energia (AIE) continua para lidar com crise energética", acrescentou.
Perguntada sobe a Argentina, Kozack respondeu que o US$ 1 bilhão acordado para a segunda revisão do programa no âmbito da Linha de Crédito Ampliada (EFF, na sigla em inglês) pode ser disponibilizado ao país na próxima semana. Sobre a Venezuela, ela disse que as discussões continuam, mas que as autoridades não pediram, até o momento, um acordo em nível técnico.
A diretora de Comunicações também foi breve ao comentar a cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping: "ações que permitam a redução das tensões comercias são bem-vindas pelo FMI".




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