SÃO PAULO, 8 Jun (Reuters) - Analistas do Itaú BBA cortaram a previsão para o lucro líquido do Banco do Brasil em 2026 para R$18,4 bilhões, de R$21,2 bilhões anteriormente, e reduziram o preço-alvo das ações de R$22 para R$21, conforme relatório publicado no final do domingo.
Pedro Leduc e equipe reiteraram recomendação 'market perform', afirmando que mantêm uma visão conservadora, "já que permanece uma incerteza significativa sobre como a inadimplência do agronegócio irá evoluir".
Eles elevaram a sua previsão para o custo de crédito do BB de cerca de R$61,1 bilhões para R$73,6 bilhões, acima do topo do intervalo estimado pelo BB (de R$65 bilhões a R$70 bilhões), relacionando a mudança "quase inteiramente" à carteira de agronegócio.
Para os analistas, há pouco espaço para a redução até que novas safras de crédito, com melhor qualidade de garantias, comecem a amadurecer no segundo semestre de 2026.
"Um componente de risco moral também pode estar reduzindo a disposição dos produtores em honrar pagamentos, o que é difícil de estimar", acrescentaram.
Leduc e equipe afirmaram que, embora as despesas com provisões do agro devam aumentar ainda mais no segundo e no terceiro trimestre, as provisões de crédito para pessoas físicas e jurídicas devem ficar estáveis ante os níveis do primeiro trimestre.
Para o retorno sobre o patrimônio (ROE), a projeção do Itaú BBA agora é de 9,3% para 2026, de 10,6% calculados anteriormente.
A estimativa para a margem financeira subiu a R$113,4 bilhões, de R$108,55 bilhões, com a expectativa para a margem com clientes passando de R$71,6 bilhões para R$74,6 bilhões e a da margem com o mercado, de R$36,9 bilhões para quase R$38,9 bilhões.
As ações do BB fecharam na última sexta-feira a R$19,17, acumulando um declínio de quase 11% no ano. No mesmo período, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subiu 4,9%.
(Por Paula Arend Laier)




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