O Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira, 18, o lançamento de uma funcionalidade que vai incorporar a inteligência artificial generativa nas maquininhas de pagamentos do banco. A solução será disponibilizada a partir do mês que vem para os clientes que dispõem da versão mais moderna da plataforma de adquirência, a chamada "Laranjinha+".
Na prática, o usuário poderá interagir diretamente com o equipamento por meio de comando de voz. O lojista informa, por exemplo, o valor de uma transação via cartão ou PIX. Em resposta, o dispositivo interpreta o pedido, conduz automaticamente o processo e apresenta cobrança na tela, já pronta para o pagamento. A ferramenta também responde a dúvidas e esclarece informações sobre o procedimento de venda. Não há necessidade de uso de qualquer outro aparelho, como celular.
A novidade havia sido antecipada pelo presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, em teleconferência de resultados na semana passada. Segundo o banco, a Laranjinha+ será a primeira maquininha do mercado integrada à IA. "É parte desse movimento de transformação de uma maquininha simples de pagamentos para uma plataforma completa", explicou o diretor de recebimentos e adquirência do Itaú Empresas, Angelo Russomanno, em conversa com jornalistas na sede do banco, em São Paulo.
A função será entregue aos comerciantes através de uma atualização de software, sem necessidade de troca do terminal. Para recebê-la, o cliente precisa ter a nova versão do dispositivo, que já foi enviado a 150 mil clientes, de acordo com o executivo. A expectativa é de que esse número chegue a 500 mil até o fim do ano, antes de avançar para a base de 1,7 milhão de usuários em 2027. Entre 35 mil e 45 mil dispositivos novos estão sendo disponibilizados a cada mês.
Laboratório
A Laranjinha+ foi desenvolvida em um processo que incorporou as avaliações de um grupo de 5 mil clientes em todo o País. Nessa jornada, estudos constaram que 84,3% dos empreendedores tinham interesse em uma maquininha com comando de voz para otimizar a velocidade das transações. Ao mesmo tempo, 82,5% disseram que a funcionalidade teria impacto positivo na adoção e continuidade de uso do terminal de pagamentos do Itaú - ou seja, o instrumento ajuda na principalidade, o grau em que os clientes usam a maquininha como principal plataforma de adquirência em seu negócio.
"Os clientes relataram que querem agilidade, performance, tempo de bateria longo, facilidade de uso", citou Russomanno. "É uma função que vai além apenas do pagamento", acrescentou.
O projeto combinou a evolução de hardware e software para permitir as inovações. O copiloto de vendas será a primeira solução a integrar a IA, mas novas aplicações serão lançadas gradualmente. Em breve, será possível, por exemplo, pedir a realização de cálculos por meio de voz. "Esse ainda é o começo, tem muito mais para evoluir nesse processo de ajudar o cliente a gerir o negócio", comentou o diretor de tecnologia do Itaú, Adriano Tchen.
A elaboração do produto aconteceu em parceria com o Instituto de Ciência e Tecnologia do Itaú (ICTi), braço de pesquisa aplicada da instituição financeira, responsável pela investigação das abordagens técnicas que viabilizaram a experiência de voz da Laranjinha.
O movimento reforça a importância da Rede nas estratégias de negócios do Itaú. No primeiro trimestre, o volume transacionado (TPV) na adquirência do banco somou R$ 283,3 bilhões, um crescimento de 26% em relação a igual período do ano passado. A expansão ocorreu em ritmo mais forte que a do mercado como um todo, que avançou 8,3% na mesma base comparativa, de acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).




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