A Klabin registrou lucro líquido de R$ 387 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 34% frente a igual período de 2025. O Ebitda ajustado somou R$ R$ 1,962 bilhão entre abril e junho, uma queda de 4% em relação ao período correspondente do ano anterior.
A companhia afirma que a queda no Ebitda se deve ao impacto negativo da apreciação do real frente ao dólar; e impactos no custo dos produtos vendidos. Estes efeitos foram parcialmente compensados, ainda segundo a papeleira, pelo aumento dos preços de celulose em dólar e de embalagens, aliado ao crescimento dos volumes de papéis e embalagens, entre outras coisas.
O período, segundo a Klabin, foi marcado pela persistência de conflitos geopolíticos, com manutenção de um cenário de instabilidade, o que resultou em pressão inflacionária de custos. Além disso, o período também apresentou apreciação do real, pressionando as receitas de exportação da empresa.
"Nesse contexto, a companhia segue se beneficiando de sua estrutura de portfólio única, que confere flexibilidade operacional e contribui para mitigar a volatilidade de seus resultados", afirmou a administração da empresa.
A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 5,151 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 2% frente ao segundo trimestre de 2025. A companhia afirmou que, no trimestre, concentrou esforços na alocação estratégica de volumes em mercados premium e rentáveis, o que lhe proporcionou desempenho resiliente de preços em todos os negócios, apesar da apreciação do real frente ao dólar. Na comparação com o trimestre anterior, houve alta de 4% no indicador.
O endividamento líquido da Klabin somou R$ 24,032 bilhões ao fim do segundo trimestre de 2026, queda de 14% frente a igual período de 2025 e estável em relação ao primeiro trimestre. A alavancagem, em dólar, finalizou o segundo trimestre em 3,2 vezes, uma redução de 0,1 vez na comparação com o trimestre anterior.
Já os investimentos totalizaram R$ 657 milhões entre abril e junho, alta de 1% na mesma base de comparação. No semestre, a companhia somou R$ 1,496 bilhão em investimentos, 19% acima do valor apresentado na primeira metade de 2025.
Do montante total investido no semestre, R$ 553 milhões foram destinados majoritariamente a silvicultura, representando um alta de 30% em relação ao mesmo período de 2025, em função do aumento do volume de plantio.



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