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Lojas Renner registrou lucro líquido de R$ 257,3 milhões no primeiro trimestre de 2026

Estadão

A Lojas Renner registrou lucro líquido de R$ 257,3 milhões no primeiro trimestre de 2026, avanço anual de 16,4%, em um período marcado por expansão de margens, melhora operacional e forte geração de caixa. O resultado marcou um recorde para um primeiro trimestre da companhia.

Em entrevista à Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o presidente da companhia, Fabio Faccio, afirmou que o trimestre refletiu a evolução do modelo de execução de moda da varejista, com maior assertividade das coleções, estoques mais novos e maior eficiência operacional.

"Esse foi o trimestre em que a nossa estratégia gerou recorde de lucro líquido, de margem bruta e de geração de caixa para um primeiro trimestre", disse o executivo.

A receita líquida de varejo somou R$ 2,875 bilhões no período, alta de 4,3% na comparação anual, enquanto as vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 3,2%. No vestuário, principal operação da companhia, a receita avançou 5,1%, com SSS de 3,7%.

Segundo Faccio, o trimestre foi impactado por uma base de comparação forte, após um primeiro semestre de 2025 beneficiado por temperaturas mais frias, que aceleraram as vendas de inverno. Ainda assim, ele avaliou que o desempenho veio em linha com o esperado.

Margem e estoques

Já o diretor financeiro da Renner, Daniel Santos, destacou que o avanço das margens não foi impulsionado por aumentos relevantes de preços.

"Os reajustes ficaram em linha com a inflação. O ganho de margem vem desse modelo de execução de moda que permite operar com estoques mais novos e vender mais itens a preço cheio", afirmou.

A margem bruta de varejo subiu 1,6 ponto porcentual (p.p.), para 56,7%, recorde para um primeiro trimestre, enquanto a margem bruta de vestuário avançou 1,9 p.p., para 58,0%.

O CFO reiterou que a companhia vem conseguindo reduzir estoques antigos, apoiada por maior integração com fornecedores, digitalização da cadeia e produção mais reativa ao comportamento da demanda.

"O nosso estoque total reduziu 1%, mesmo com crescimento de vendas. Mas o estoque mais antigo caiu 15%", disse Santos.

O Ebitda ajustado total cresceu 4,3% no trimestre, para R$ 610,5 milhões, com margem estável em 21,2%. Já o Ebitda de varejo avançou 23,5%, para R$ 487,5 milhões, com expansão de 2,7 p.p. na margem, para 17,0%.

Geração de caixa

A geração de caixa também foi destaque no período. O fluxo de caixa livre somou R$ 258 milhões no trimestre, crescimento de 263,7% ante igual período do ano anterior. A companhia encerrou março com caixa líquido de R$ 1,5 bilhão.

Segundo Santos, a combinação entre crescimento, rentabilidade e geração de caixa reforça a "robustez" modelo operacional. "É muito difícil uma empresa de moda gerar caixa no primeiro trimestre", afirmou o executivo.

Os investimentos totalizaram R$ 106,1 milhões no trimestre, acima dos R$ 61,6 milhões registrados um ano antes. Os recursos foram direcionados para tecnologia, remodelação de lojas e expansão da operação.

Já o resultado financeiro ficou negativo em R$ 22,1 milhões, ante resultado negativo de R$ 18,5 milhões no primeiro trimestre de 2025. Esse desempenho refletiu menores rendimentos de caixa e aplicações financeiras, após recompra de ações e pagamento de juros sobre capital próprio.

No digital, o volume bruto de mercadorias (GMV) cresceu 7,4%, alcançando participação de 16,6% nas vendas totais.

A transferência planejada de estoques do centro de distribuição do Rio de Janeiro para São Paulo afetou temporariamente a disponibilidade de produtos mais antigos no canal online, com impacto estimado de 1 ponto porcentual nas vendas do varejo no trimestre.

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