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MPF do RJ denuncia empresária que prendeu empregada por uma semana na área de serviço, sem se alimentar

RIO - Conforme adiantou a coluna do Ancelmo Gois, na edição impressa do O GLOBO desta segunda-feira, o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro denunciou uma empresária da capital por trabalho escravo. De acordo com nota divulgada pelo MPF, há pouco, a empregadora manteve a vítima trancada na área de serviço de seu apartamento, em Copacabana, durante uma semana, sem direito a circular pelos demais cômodos ou se alimentar. Na época, a vítima adoeceu e, segundo testemunhas, a empresária considerou que, se ela não podia trabalhar, também não receberia salário nem se alimentaria. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados porque o processo corre em segredo de justiça.

Os relatos também dão conta de que a empresária xingava a vítima com frequência e proibia que ela e outra funcionária se sentassem no sofá da sala para assistir TV, alegando que teria de passar álcool no móvel, caso isso ocorresse. Além disso, o MPF diz que a doméstica era submetida a jornada exaustiva, das 7h à meia-noite, sem intervalo de descanso ou repouso semanal. Os maus tratos teriam ocorrido entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011.

Para evitar que a vítima, trazida de Brasília pela empregadora, fosse embora, a empresária alegava que a funcionária tinha uma dívida com ela em função da compra de móveis que eram da casa. E que também a empregada teria manchado blusas e quebrado itens da residência, o que seria descontado de seu salário. Fazia ainda, ameças, afirmando que, no Rio, qualquer bandido bateria nela por R$ 50 e a mataria por R$ 100. O caso foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em 2014.

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