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Mudanças na comunicação do Fed não visam esconder nada, diz Warsh

Estadão

O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, ressaltou nesta terça-feira, 14, que mudanças na comunicação do banco central dos EUA - que incluem a remoção de projeções futuras ("forward guidance") e um comunicado mais enxuto - "não visam esconder nada". A declaração foi dada ao comentar a decisão em uma audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos EUA. Segundo Warsh, algumas das cinco áreas de atuação das novas forças-tarefa poderão se sobrepor.

O presidente do Fed disse que suas opiniões sobre enxugar o balanço patrimonial da instituição são bem conhecidas, mas ele não quer prejulgar as decisões que uma nova força-tarefa tomará sobre o assunto.

"Qualquer mudança na política de balanço patrimonial será anunciada com antecedência", enfatizou ao ponderar que o BC americano pode alcançar outros equilíbrios no balanço ao comprar títulos do Tesouro. Em sua visão, as linhas de swap de liquidez em dólares também fazem parte da política monetária.

O dirigente explicou que os grupos de trabalho trocarão opiniões, em primeiro lugar, com os 19 membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês). "As forças-tarefa estão em fase de investigação. Haverá reformas em todas as áreas, como supervisão, regulamentação e pagamento", pontuou.

As mudanças dentro do banco central também visam reavaliar modelos para entender o que causa a inflação e o que se pode fazer, já que o objetivo mais amplo de estabilidade de preços "ainda está em minha mente". Warsh comentou que prefere uma política monetária que evite altos e baixos, sendo duvidoso exercer influência direta sobre variações de preço no curto prazo.

À respeito da inteligência artificial (IA), ele afirmou que a tecnologia pode ser disruptiva para o emprego no curto prazo, mas que seu melhor palpite é que ela irá aumentar o trabalho futuramente, não substituí-lo. "A IA deve trazer melhora na produtividade, mas isso pode demorar para acontecer, não temos medo do crescimento impulsionado pela produtividade", adicionou.

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