Na avaliação de Cunha, o prazo inicialmente acordado para votação do tema, até o dia 3 de outubro, pode ser estendido, sem que haja prejuízo para o programa.
O senador tem reunião agendada nesta quarta-feira com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para tratar do Desenrola.
"Temos um projeto, que pode ser melhorado, e a reunião com o Haddad é para demonstrar esses pontos sensíveis que podem ser melhorados", reforçou Cunha.
O senador ainda lembrou que por conta das sugestões de senadores e do "termômetro das ruas" algumas questões foram levantadas, como a não inclusão no programa de aproximadamente 1 milhão de brasileiros que possuem dívida com o Fies, programa de financiamento do ensino superior. "Essas pessoas poderiam estar nesse projeto e, da maneira que foi apresentada, não consta."
Cunha também frisou que pretende fazer o "melhor texto possível", e que a ideia não é apenas retirar as pessoas do SPC ou do Serasa, mas também combater os "juros abusivos" do cartão de crédito. "Esse juro faz com que uma dívida de R$ 1 mil, por exemplo, hoje, um ano depois chegue a R$ 5 mil, dois anos depois a R$ 25 mil, então são juros que tem sim uma gordura para ser trabalhada. É uma situação em que o governo pode, sim, dar o tom", afirmou.

