O mercado imobiliário da cidade de São Paulo teve expansão dos lançamentos e das vendas no mês de março, de acordo com pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 8, pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP).
O resultado foi puxado pelos empreendimentos dentro do Minha Casa Minha Vida (MCMV), enquanto as moradias de médio e alto padrão sofreram queda nas vendas - um reflexo do peso dos juros altos da economia brasileira.
Os lançamentos de imóveis residenciais em março cresceram 18,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 14,7 mil novas casas e apartamentos. No acumulado dos últimos 12 meses, os lançamentos aumentaram 17%, para 138,2 mil unidades.
As vendas em março tiveram aumento de 2,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 10,8 mil unidades. No acumulado dos últimos 12 meses até março, as vendas cresceram 6%, totalizando 114,6 mil unidades.
A velocidade de vendas (que mede a quantidade de unidades vendidas em relação ao estoque disponível) em março foi de 11,4%, o que representa um recuo de 4 pontos porcentuais na comparação anual.
Com mais lançamentos do que vendas no mês, o estoque de imóveis novos disponíveis para venda (considerando unidades na planta, em obras e recém-construídas) cresceu 34,2% em um ano, para 84 mil unidades.
No ritmo atual das vendas, esse estoque seria suficiente para abastecer a demanda por 7 meses em casos de moradias populares, dentro do MCMV, onde a liquidez é maior, e por 12 meses no segmento de médio e alto padrão.
Minha Casa
O Minha Casa Minha Vida continuou sendo o grande motor do mercado imobiliário, abastecido por financiamento com juros subsidiados.
Em março, 56% das unidades lançadas e 64% das unidades vendidas foram enquadradas no programa.
Nos últimos 12 meses, os lançamentos dentro do Minha Casa cresceram 16%, para 86,2 mil unidades, enquanto as vendas no período subiram 19%, para 74,9 mil unidades.
Já no médio e alto padrão, há um desaquecimento. Os lançamentos acumulados em 12 meses ainda registram alta, de 18%, indo a 52,0 mil unidades. Já as vendas acumuladas sofreram queda de 13%, para 39,6 mil unidades.
Perfil
Os imóveis na faixa de 30 m² a 45m² de área útil lideraram em quase todos os indicadores: eles representaram 65% dos lançamentos (9.563 unidades) e 62% das vendas (6.730 unidades).
Em termos de preços, os imóveis entre R$ 264 mil e R$ 350 mil lideram com 36% os lançamentos (5.276 unidades), 42% das vendas (4.597 unidades).
Em termos de preços, os imóveis entre R$ 264 mil e R$ 350 mil lideram com 36% os lançamentos (5.276 unidades), 42% das vendas (4.597 unidades).



