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Sem Tarcísio, União e SP assinam empréstimo de R$ 2,57 bi para financiar túnel Santos-Guarujá

Estadão

O governo federal assinou nesta segunda-feira, 13, a operação de crédito que vai viabilizar a contrapartida do Estado de São Paulo na Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Imerso Santos-Guarujá. A operação, no valor de R$ 2,57 bilhões, foi estruturada pelo Banco do Brasil e conta com garantia da União.

Participaram da solenidade o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Com a ausência do governador do Estado São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o único representante do alto escalão paulista a discursar foi o secretário de Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Samuel Kinoshita.

Apesar da ausência de Tarcísio, Alckmin afirmou que o projeto reforça um "espírito republicano" ao promover uma parceria entre União e Estados, em benefício da população. "Esse é um avanço que devemos comemorar", ressaltou.

O vice-presidente destacou ainda as condições de financiamento do empréstimo com garantia da União ao governo paulista. Segundo Alckmin, o financiamento estruturado pelo Banco do Brasil tem taxa de CDI + 1,59% e 23 anos para pagar.

Leiloado em setembro de 2025, o projeto do túnel Santos-Guarujá prevê R$ 7 bilhões em investimentos. Por se tratar de uma PPP, R$ 5,1 bilhões do montante virão de aportes públicos divididos igualmente entre a União e o Estado de São Paulo.

O investimento federal será realizado via Autoridade Portuária, enquanto o estadual virá da operação de crédito anunciada nesta segunda-feira.

O secretário Kinoshita afirmou que a parceria com a União foi muito importante para tirar do papel o projeto, que vinha sendo discutido há cerca de um século. "Essa sempre foi a orientação do governador Tarcísio de Freitas e a União teve essa mesma percepção."

O evento contou ainda com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, entre outras autoridades estaduais e federais.

Tarciana disse que, ao estruturar o financiamento que viabiliza a contrapartida para a obra, a instituição financeira reforça a sua "vocação" em apoiar o desenvolvimento do País.

Segundo ela, o BB mantém compromisso "inegociável" em ser um parceiro estratégico para ajudar investimentos que estimulam a economia e conectam pessoas. "O túnel imersível é mais do que um grande obra; simboliza eficiência, logística, mobilidade urbana e emprego de toda a Baixada Santista", disse, acrescentando que o BB atua como "elo" entre planejamento público e realização dos projetos.

Projeto

Em janeiro de 2026, o governo do Estado de São Paulo e a concessionária assinaram o contrato da PPP. O cronograma prevê o início das obras em 2027 e o início da operação do primeiro túnel submerso do País em 2031.

A Mota-Engil será a responsável pela construção, operação e manutenção do túnel pelo período de 30 anos. A construção será feita por meio de módulos de concreto pré-moldados instalados no leito do canal portuário, como já feito antes na Europa e na Ásia. Só depois os módulos serão afundados, encaixados e cobertos por uma camada de pedras.

A expectativa é que o tempo de travessia entre Santos e Guarujá caia para até cinco minutos após a construção do túnel, Atualmente, a ligação rodoviária entre as duas cidades tem 40 quilômetros de extensão, com tempo de viagem em torno de uma hora.

A expectativa é que a obra também melhore os gargalos logísticos no Porto de Santos, considerados um problema histórico. "O Porto de Santos é o maior da América Latina, com um terço das exportações do Brasil", destacou Alckmin.

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