O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 16,388 bilhões em fevereiro, após superávit de R$ 103,689 bilhões em janeiro, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira, 31. Em fevereiro de 2025, o déficit havia sido de R$ 18,973 bilhões.
O déficit do mês passado foi menos intenso do que o previsto pela pesquisa Projeções Broadcast. O teto da pesquisa previa resultado negativo de R$ 16,90 bilhões no período, a mediana era de déficit de R$ 24,250 bilhões e o piso das projeções era de resultado negativo de R$ 35,40 bilhões.
O resultado foi o melhor para o mês desde fevereiro de 2022, quando houve superávit de R$ 3,471 bilhões.
Em fevereiro de 2026, o governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve déficit primário de R$ 29,507 bilhões, segundo a metodologia da autoridade monetária. Estados e municípios tiveram superávit de R$ 13,686 bilhões. As empresas estatais tiveram déficit de R$ 568 milhões.
Isoladamente, os Estados tiveram superávit de R$ 10,741 bilhões, e os municípios, de R$ 2,945 bilhões.
Nominal
O setor público consolidado teve déficit nominal de R$ 100,589 bilhões em fevereiro, após um superávit de R$ 40,062 bilhões em janeiro, informou o Banco Central. Em fevereiro de 2025, o resultado nominal havia sido negativo em R$ 97,226 bilhões.
O déficit nominal do setor público atingiu R$ 60,527 bilhões, ou 2,93% do Produto Interno Bruto (PIB), no acumulado do ano. Em 12 meses, o déficit soma R$ 1,090 trilhão, ou 8,48% do PIB.
O resultado nominal representa a diferença entre receitas e despesas do setor público, contando o pagamento dos juros da dívida pública.
O governo central teve déficit nominal de R$ 107,743 bilhões no mês passado. Os governos regionais tiveram saldo positivo de R$ 8,301 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram déficit nominal de R$ 1,147 bilhão.


