As autoridades norte-americanas estão procurando maneiras de aliviar a pressão sobre os hospitais e, ao mesmo tempo, limitar as interrupções nos negócios.
Economista-chefe da Moody's Analytics, Mark Zandi diminuiu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA para o primeiro trimestre do ano que vem, de 5,2% para 2,2%.
"Parece uma dinâmica muito semelhante a quando a Delta atingiu", disse Zandi, referindo-se à variante delta dominou os EUA no verão do Hemisfério Norte. Ele esperava inicialmente um crescimento econômico de 6,1% no terceiro trimestre; no final, a economia cresceu 2,3% de julho a setembro.
Estima-se que a economia tenha crescido a um ritmo anual de 7,6% no atual quarto trimestre, de acordo com a ferramenta de previsão do PIB do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de Atlanta.
Há uma expectativa de que a Ômicron empurre a atividade econômica do primeiro para o segundo trimestre, com um impacto menor do que as ondas anteriores. O Fed no início deste mês previu que a economia dos EUA cresceria 4% no próximo ano.
Dados de cartões de crédito e débito do JPMorgan Chase indicam que os gastos em categorias relacionadas a serviços, como companhias aéreas e restaurantes, permaneceram reduzidos na semana passada.
Para Ian Shepherdson, economista-chefe da Pantheon Macroeconomics, a variante altamente contagiosa "vai mudar o comportamento das pessoas na margem" e frear a demanda por gastos com serviços que representam uma grande fatia do crescimento econômico enquanto as pessoas ficam em casa.
A Pantheon Macroeconomics reduziu recentemente sua previsão de crescimento nos EUA de 5% para 3% anualizado no primeiro trimestre de 2022, juntando-se a vários outros analistas que reduziram as projeções de crescimento para o início de 2022. Outros economistas estão expressando preocupações sobre os riscos de queda em suas projeções existentes.
No início deste mês, a economista-chefe da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Laurence Boone, alertou que, caso a nova variante seja resistente às vacinas existentes, a economia mundial poderá enfrentar uma desaceleração mais acentuada do que se esperava.
No Reino Unido, infecções recordes antes do Natal pressionaram o primeiro-ministro Boris Johnson a adotar medidas mais rigorosas para aliviar a pressão sobre os hospitais. Mas Johnson, que enfrenta resistência a restrições mais rígidas de seu partido, disse que não havia informações suficientes sobre a nova variante para justificar sua imposição antes do Natal.
A orientação atual do governo na Inglaterra é que as pessoas trabalhem em casa e evitem contatos sociais desnecessários.
Na Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, limites foram colocados em reuniões sociais e eventos de massa à medida que a Ômicron se espalha.

