O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, fez uma sondagem inicial com investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF) sobre a possibilidade de fazer um acordo de delação premiada.
Essa primeira conversa ocorreu poucos dias depois de ele ter sido preso por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, na quarta-feira da semana passada, dia 4. O estágio das tratativas é inicial e ainda não houve, por exemplo, a assinatura de um termo de confidencialidade, que formaliza uma negociação desse tipo.
As tratativas foram divulgadas inicialmente pelo UOL e confirmadas pelo Estadão com fontes que acompanham o caso.
A defesa de Vorcaro negou que ele esteja negociando uma delação premiada. "A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tratativas de delação premiada de Daniel Vorcaro. Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso, e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível", diz a nota.
A equipe de advogados da família do empresário e os investigadores avaliam que o avanço dessas conversas depende do resultado do julgamento de sua liberdade, que terá início na sexta-feira, 13, no plenário virtual do STF.
O empresário fez duras reclamações com seus advogados logo após ter sido preso e sinalizou não estar disposto a enfrentar um longo período de preventiva, de acordo com fontes que acompanham o caso.
Após ser preso em São Paulo, ele foi transferido para uma penitenciária federal em Brasília. Seus advogados solicitaram que as visitas ao empresário não sejam gravadas nem monitoradas por câmeras, como é o padrão nesse tipo de estabelecimento.
A ideia inicial no acordo de delação seria que a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, comandasse as tratativas. A PF poderia participar da colheita dos depoimentos, mas os termos e as cláusulas seriam negociadas e discutidas com a PGR.

