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O Ano Novo

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Por Espaço Crítico
19/12/2023 às 16h18 — em Espaço Crítico
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Depois da próxima segunda, passado o Natal, e feito pelo menos dois artigos sobre essa data, começo a pensar no Ano que começa na próxima semana. Pode ser uma medição em dias, mas nos acostumamos a chamar de Ano Novo, mas a vida é mesmo assim: tudo flui e sempre, como o dia que vai escurecendo-se com a noite, que se perde ao amanhecer da alvorada do novo dia.

Eis o tempo “de novo” ... Existiria mesmo o novo dia, um novo tempo? O que nos traz a sensação do (re)começo, se não a correnteza da existência, e de que momentos foram vividos com angústia ou gostosamente – no mais ou menos das vezes? “O tempo tudo tira e tudo dá; tudo se transforma, nada se destrói...”, sentenciou Giordano Bruno.

O destino, essa coisa imponderável, que só pode ser entendida retrospectivamente, não passa de um oceano de presságios, descaminhos e sonhos pela vida afora, pois navegar é preciso...
Indubitavelmente que o tempo, como uma dimensão física – segundo os cientistas naturalistas racionais - ou transcendente - vide os metafísicos e filósofos –, ocorre transmutando-se a si mesmo e a todos os seres animados e inanimados, como se fora ele, o Gênesis do grande Universo.

Seria o tempo-ser incomensurável, onipresente e onisciente, o próprio Deus?! O nascimento, a evolução e a morte de uma estrela – qualquer a sua grandeza – se dá através do tempo... E quanto aos homens... “Nunca existiram grandes homens enquanto vivos estivessem”.

Um dia, num passado tão perto, um homem do seu tempo, mas muito iluminado pelo conhecimento acumulado sobre os ombros de outros gênios, e pelo talento da sua inteligência criativa, articulou os princípios do espaço e da luz e matematicamente demonstrou que eles se inflexionam quando uma velocidade lhes era contraposta num tempo determinado: o universo se curvava em algum espaço futuro... Ou seria no passado? Albert Einstein acabara de “relativizar” a lei da inexorabilidade do devir, segundo o paradigma: tudo tem o seu tempo... de fruir. E a direção é o futuro...? Revelara-se: o universo tem massa e energia, e se move, se expande... Além do tempo. Mas que tempo?

Na efêmera condição humana, apreende-se desde a sua infância mais tenra e vulnerável que o tempo serve, primordialmente, para o crescimento do corpo físico, da aprendizagem do viver, da reprodução da espécie-família, para o envelhecimento e para a morte.

Somente quando é chegado o tempo de amar o seu amor, o Homem então pode encontrar-se com a sua eternidade. Aquele ser humano que vivenciou uma existência amorosa, alcançou a plenitude nos seus momentos... Felizes foram aqueles que provaram do sabor do amor. Que o Ano Novo cumpra esta profecia, ontologicamente, para todos os mortais.

Assim seja. E para não ser diferente, desejo um Feliz 2024 para todos meus leitores e os que dizem não serem leitores desses meus as vezes devaneios, poesia, ou quem sabe, alguma substancia verdadeira.

 

 

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Possui graduação em Administração pela Escola Superior Batista do Amazonas(1982) e especialização em Intensivo de Pós Graduação Em Adm. Pública pela Escola Brasileira de Administração Pública(1993). Atualmente é PROFESSOR da Escola Superior Batista do Amazonas e professor titular da Faculdade Nilton Lins. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Administração de Empresas.

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