A reta final do “Immigrant Reality” foi marcada por uma grave crise envolvendo o sistema de votação do programa, que acabou colapsando após um suposto ataque de robôs. A situação teve como centro da polêmica a torcida da participante Mile Moreira, irmã gêmea de Tia Milena, ex-“BBB 26”, o que gerou forte repercussão nos bastidores da produção.
Em entrevista, o empresário Tiago Alves, responsável pelo reality, afirmou que o aplicativo de votação — principal ferramenta de monetização do projeto — não suportou o volume de acessos automatizados. Segundo ele, a equipe identificou a atuação de milhares de bots, o que levou à desclassificação da prova e à realização de novas dinâmicas ao vivo para manter a continuidade da competição.
A co-criadora do programa, Helenn Cristine, reforçou que uma auditoria interna encontrou indícios de e-mails falsos e mecanismos automatizados usados para inflar votos, o que teria comprometido a lisura da disputa. Ela destacou, no entanto, que a produção não atribuiu responsabilidade direta a Mile Moreira nem afirmou que a participante tivesse conhecimento das irregularidades.
Apesar da polêmica, a produção esclareceu que o vencedor da temporada já estava definido pelo sistema de pontuação geral, independentemente da votação afetada. Com isso, o prêmio de US$ 100 mil (cerca de R$ 500 mil) ficou com Eliane Farmer. Já Mile Moreira negou qualquer envolvimento com fraudes, afirmou não ter recebido provas concretas das acusações e disse que lamenta a forma como sua torcida foi colocada em suspeita pela produção.



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