Após um hiato estratégico de quase quatro anos, Harry Styles está oficialmente de volta. O cantor lança nesta sexta-feira (6) o aguardado "Kiss All The Time. Disco, Occasionally", um trabalho que promete dividir opiniões ao trocar o pop rock nostálgico por uma sonoridade eletrônica e experimental.
O respiro necessário
O sucessor do premiado Harry’s House (2022) chega após um período turbulento na carreira do ex-One Direction. Entre polêmicas de bastidores no cinema e a recepção mista ao seu discurso no Grammy de 2023 — quando venceu Beyoncé na categoria principal —, Styles optou pelo recolhimento. O novo disco é o resultado direto desse "período sabático" em que o astro foi visto vivendo como um cidadão comum (ou quase isso) pelas ruas de Roma e em maratonas na Europa.
"Kissco": A estética da pista
Apelidado carinhosamente pelos fãs de "Kissco", o álbum se distancia da figura do "crooner" clássico inspirado em Fleetwood Mac. Desta vez, a voz de Harry não é o centro absoluto. Processada, mergulhada em efeitos e camadas, a interpretação do cantor simula a sensação de estar imerso em uma pista de dança.
A proposta é clara: Styles quer ser parte do público, não apenas o ídolo no palco. As batidas eletrônicas dominam a produção, revelando um lado "moderninho" e menos óbvio do músico, que parece mais interessado na textura do som do que em hits radiofônicos convencionais.

