A Polícia Federal solicitou nesta quinta-feira (23) a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, do criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, e de outros investigados no âmbito de uma operação que apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro. O pedido ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus que havia derrubado as prisões temporárias anteriores.
De acordo com a investigação, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, criptomoedas e remessas financeiras ao exterior. A PF afirma que a nova análise de provas reforçou a necessidade de manter os investigados presos para evitar interferência no andamento do caso.
Em nota, a corporação afirmou que o pedido de prisão preventiva se baseia em “novos elementos colhidos durante a investigação” e no risco de continuidade das atividades ilícitas. Segundo a PF, também há preocupação com a possibilidade de destruição de provas e alinhamento de versões entre os suspeitos. “A medida é necessária para garantir a ordem pública e a efetividade das investigações”, diz o órgão.
A defesa de MC Ryan SP criticou a solicitação e afirmou que o pedido “causa perplexidade pelo seu caráter extemporâneo”. Os advogados argumentam: “Se os requisitos da prisão preventiva estavam presentes desde o início, por que não foram requeridos no momento oportuno?”. Já a defesa do artista sustenta que as decisões anteriores reconheceram a “ilegalidade da prisão temporária”.
MC Ryan SP segue detido no Centro de Detenção Provisória de Belém, em São Paulo. A investigação, chamada Operação Narco Fluxo, continua em andamento e se baseia em dados financeiros, documentos e arquivos digitais apreendidos, que segundo a PF ajudaram a mapear a estrutura do suposto esquema criminoso.



