A Polícia Civil do Rio de Janeiro solicitou à Justiça a prisão preventiva das influenciadoras Malévola Alves e Rayssa Souza Rego no âmbito de uma investigação que tem a cantora Jojo Todynho como suposta vítima. O pedido foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar a solicitação antes de eventual manifestação do Poder Judiciário.
De acordo com a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) do Centro do Rio, as investigadas respondem a apurações por supostos crimes de ameaça, difamação, perseguição, violência psicológica, coação no curso do processo e infrações previstas na legislação que trata de crimes resultantes de preconceito e discriminação. A investigação foi instaurada após denúncias relacionadas a conteúdos publicados nas redes sociais.
Segundo os autos, Jojo Todynho procurou as autoridades após alegar ter sido alvo de comentários ofensivos e publicações consideradas constrangedoras. A polícia também cita vídeos, transmissões ao vivo e um episódio em que as influenciadoras teriam se aproximado do condomínio onde a cantora reside, fatos que, segundo os investigadores, indicariam uma escalada de hostilidade.
Apesar da solicitação da Polícia Civil, a prisão preventiva ainda não foi decretada. O pedido depende da manifestação do Ministério Público e de posterior análise judicial. Até o momento, não há decisão determinando a prisão das investigadas, que seguem respondendo ao processo em liberdade.
Em nota pública, o advogado Jonatha Carvalho Matos, responsável pela defesa de Malévola Alves e Rayssa Souza Rego, contestou a necessidade da medida cautelar. Segundo ele, as influenciadoras têm colaborado com as investigações e a prisão preventiva só deve ser aplicada em situações excepcionais previstas em lei. A defesa afirmou ainda confiar na atuação da Justiça e no respeito às garantias constitucionais durante a tramitação do caso.




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