O Fim do Sequestro de uma nação: Pela Liberdade da Venezuela
Que seja este o fim do sequestro do povo venezuelano. Viva os inocentes! Viva aqueles que se mantêm firmes na ordem e na justiça!
A história não será gentil com quem tentou conferir verniz diplomático ao horror que emana de Caracas. O que a Venezuela vive hoje (vivia), sob as barbas de Nicolás Maduro, não é um "processo político complexo" ou uma mera "crise de soberania". É o sequestro institucional de uma nação por uma cúpula que substituiu a Constituição pelo código de conduta do crime organizado. A captura de Maduro não é apenas uma questão de justiça para os venezuelanos, é uma medida sanitária indispensável para a segurança de toda a América Latina.
O regime de Maduro transformou o Estado em uma empresa do crime. Ao institucionalizar o Cartel de los Soles, o Palácio de Miraflores tornou-se o centro logístico do narcotráfico no hemisfério. As provas são avassaladoras: investigações do Departamento de Justiça dos EUA e da DEA detalham como altas patentes militares e o círculo íntimo de Maduro facilitam o transporte de centenas de toneladas de cocaína.
Não se engane: a ideologia, neste contexto, é meramente um escudo. O "Socialismo do Século XXI" serviu apenas para aparelhar portos, aeroportos e rotas aéreas. Enquanto o povo revira o lixo em busca de sustento, a elite "enchufada" (parasita do regime) prospera sobre um rio de dinheiro sujo que financia a repressão.
A manutenção de Maduro no poder impunha um custo humanitário que o mundo não poderia mais ignorar. O relatório de 2025 da Missão da ONU é um soco no estômago: crimes contra a humanidade que incluem tortura sistemática, desaparecimentos forçados e o uso da violência sexual como ferramenta política.
• 7,7 milhões de refugiados: A maior crise de deslocamento do mundo, superando estatísticas de zonas de guerra ativa.
• O Terror das FAES: Esquadrões da morte que executam opositores à luz do dia, transformando o medo na única lei vigente.
• A Farsa Eleitoral: O ciclo de fraudes atingiu seu ápice nas últimas eleições, onde a vontade popular foi esmagada por atas forjadas e prisões arbitrárias de fiscais e líderes.
A comunidade internacional viciou-se em "notas de repúdio" e sanções que, isoladamente, não removem tiranos blindados pelo narcotráfico. A captura de Maduro é essencial por três pilares urgentes:
1. Segurança Regional: O regime abriga e financia grupos como o ELN e o Trem de Aragua, exportando criminalidade para o Brasil, Colômbia, Chile e além.
2. O Fim da Impunidade: Permitir que Maduro siga impune é sinalizar a qualquer aspirante a ditador que o crime compensa, desde que se tenha um exército comprado.
3. Restauração Humanitária: Não existe reconstrução econômica com um narcoterrorista no controle das chaves do cofre e do gatilho das armas.
A Venezuela merece mais do que solidariedade retórica; merece a aplicação rigorosa da lei internacional. A recompensa de US$ 50 milhões oferecida pelas autoridades americanas e as investigações do Tribunal Penal Internacional (TPI), são o reconhecimento de que Maduro ultrapassou todas as linhas vermelhas da civilização. (O governo americano economizou esse valor, como brincou o próprio Trump na coletiva pós captura de Maduro)
A história é implacável. Regimes construídos sobre o sofrimento alheio e o lucro ilícito têm data de validade. Para a Venezuela respirar novamente, a cabeça da serpente precisou ser removida. A liberdade de um povo não pode ser moeda de troca em mesas de negociação com criminosos.
Que Nicolás Maduro nunca mais saia da prisão. E que todos aqueles que alimentam rompantes ditatoriais, que se associam ao narcotráfico ou que colocam seus desejos acima das leis constitucionais, sigam o mesmo destino.
Viva a Venezuela livre! Reconhecemos o valor da investigação e da operação orquestrada pelas autoridades de justiça que não se curvaram ao crime.
Hissa Abrahão
Hissa Abrahão é economista, professor universitário, mestre, doutorando, ex-deputado federal e vice-prefeito de Manaus.
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