Por Roberto Samora
SÃO PAULO, 28 Jul (Reuters) - O Brasil deverá exportar um recorde de 115,4 milhões de toneladas de soja em 2026, aumento de 1,14% em relação à projeção do mês passado, estimou nesta terça-feira a associação da indústria Abiove, elevando ainda o volume do processamento no país.
Se confirmado, o volume exportado pelo maior produtor e exportador global da oleaginosa superaria em 6,67% do total embarcado em 2025, após o país ter colhido uma safra superior a 180 milhões de toneladas no primeiro semestre.
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou ainda em 300 mil toneladas a projeção de processamento no país neste ano, para históricas 63,3 milhões de toneladas, aumento de 7,8% no comparativo com 2025.
"Mesmo com ajustes pontuais, os números reforçam a solidez da cadeia da soja e a capacidade do setor em responder às demandas do mercado interno e externo com eficiência", disse o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, em nota.
Com o aumento nas exportações e no processamento e pouca mudança na produção, os estoques finais previstos foram reduzidos em mais de 1 milhão de toneladas no comparativo com a projeção de junho, para 6,58 milhões de toneladas. Mas ainda representam o maior volume desde 2019 (7,2 milhões de toneladas).
A Abiove ainda elevou a previsão de produção de farelo e óleo de soja, para 48,7 milhões e 12,75 milhões de toneladas, também patamares recordes.
Mas a associação de tradings e processadoras fez uma leve redução de 50 mil toneladas na projeção de exportação de farelo de soja do Brasil em 2026, para 24,9 milhões de toneladas.
Por outro lado, elevou em 400 mil toneladas o total esperado para o consumo interno de farelo de soja, para 21,4 milhões de toneladas.
A exportação de óleo de soja do país em 2026, por sua vez, foi elevada em 50 mil toneladas na comparação com o número de junho, para 1,7 milhão de toneladas.
RECEITAS NA EXPORTAÇÃO PODEM SUPERAR US$60 BI
As receitas na exportação do grão, farelo e óleo de soja foram estimadas em US$60,6 bilhões, um salto no comparativo com o ano passado, quando somaram US$52,9 bilhões, considerando volumes e preços maiores para os três produtos.
As exportações de soja em grão, que respondem pela maior parte, deverão gerar receitas de pouco mais de US$49 bilhões, versus US$43,5 bilhões em 2025.
A estimativa de julho para as receitas dos três produtos no ano representa uma alta no comparativo com junho, quando a Abiove havia estimado US$59,94 bilhões.
(Por Roberto Samora; edição de Marta Nogueira)




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