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Açúcar branco atinge máxima 9 meses e meio por riscos climáticos; cacau recua

Reuters
Açúcar branco atinge máxima 9 meses e meio por riscos climáticos; cacau recua
Açúcar branco atinge máxima 9 meses e meio por riscos climáticos; cacau recua

NOVA YORK, 29 Jun (Reuters) - Os contratos futuros do açúcar branco atingiram nesta segunda-feira a maior cotação em nove meses e meio, à medida que as preocupações relacionadas ao clima se somaram às inquietações sobre as safras na Europa e na Ásia, enquanto o cacau sofreu uma queda acentuada.

AÇÚCAR

* O contrato de açúcar branco fechou com alta de US$ 9,60, ou 2,1%, a US$473,60 por tonelada, após atingir uma máxima de nove meses e meio, de US$481,90.

* Os corretores afirmaram que uma onda de calor na União Europeia estava gerando preocupações com as safras no principal produtor de açúcar branco.

* As condições climáticas do El Niño também podem reduzir a produção de açúcar em alguns países asiáticos, incluindo Índia e Tailândia.

* O contrato de açúcar bruto fechou com alta de 0,31 centavos, ou 2,2%, a 14,29 centavos por libra, após atingir uma máxima de três semanas de 14,32 centavos no início do pregão.

* Os corretores afirmaram que o vencimento do contrato julho do açúcar bruto na terça-feira deve ser o foco no curto prazo.

* O volume de contratos em aberto vem caindo de forma constante, mas ainda se espera que a entrega fique bem acima do contrato de julho de 2025, quando apenas cerca de 45.000 toneladas foram oferecidas.

CACAU

* O cacau fechou em queda de £96 de Londres, ou 2,5%, a £3.724 por tonelada, após atingir uma máxima de cinco meses de £4.014 na semana passada.

* O mercado continua sustentado por preocupações de que a produção na África Ocidental possa cair na próxima safra 2026/27, em parte devido às condições do El Niño.

* A produção nesta safra, no entanto, continua forte.

* As chegadas de cacau aos portos da Costa do Marfim, principal produtor, atingiram 1,91 milhão de toneladas métricas desde o início da safra em 1º de outubro até 28 de junho, um aumento de 18,4% em relação ao mesmo período da safra anterior, segundo estimativas dos exportadores divulgadas na segunda-feira.

* O contrato de futuros de cacau de Nova York ​​fechou em queda de US$128, ou 2,5%, a US$4.967 por tonelada.

CAFÉ

* O contrato de café arábica fechou com alta de 4,6 centavos, ou 1,7%, a US$2,778 por libra-peso.

* Os corretores afirmaram que as chuvas recentes no Brasil retardaram o andamento da colheita e levantaram algumas preocupações quanto à qualidade, embora ainda se preveja uma safra excepcional.

* O café robusta fechou em queda de US$63, ou 1,7%, a US$3.564 por tonelada.

(Reportagem de Nicole Jao, em Nova York, e Nigel Hunt, em Londres)

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