Por Jonathan Allen
29 Mai (Reuters) - Um agente de imigração dos Estados Unidos foi preso no Texas nesta sexta-feira, quase duas semanas após um promotor de Minnesota acusá-lo de agredir um venezuelano em um tiroteio não fatal em Minneapolis neste ano.
Christian Castro, agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês), enfrenta quatro acusações de agressão de segundo grau e uma acusação de falsa comunicação de crime por atirar na perna de Julio Cesar Sosa-Celis em 14 de janeiro, no auge da agressiva onda de deportações promovida pelo presidente Donald Trump em Minnesota.
Investigadores do Departamento de Investigação Criminal de Minnesota localizaram Castro no Texas e viajaram até lá, afirmou Mary Moriarty, procuradora-chefe do condado de Hennepin e chefe da promotoria estadual em Minneapolis, em um comunicado. Ele foi preso por policiais de elite do Texas e agentes do escritório do inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna, que supervisiona o ICE.
Sosa-Celis foi baleado durante as semanas caóticas da Operação Metro Surge, que viu centenas de agentes mascarados e armados patrulhando as ruas das maiores cidades de Minnesota em busca de imigrantes. Também em janeiro, agentes de imigração mataram a tiros dois cidadãos norte-americanos nas ruas de Minneapolis em dias diferentes: Renee Good e Alex Pretti.
Em todos os casos, Trump e outras autoridades do governo defenderam os agentes federais e culparam as vítimas pela violência, indignando muitos moradores de Minnesota. É incomum que promotores estaduais acusem agentes federais da lei, mas Castro é o segundo a ser acusado pelo gabinete de Moriarty neste ano.
Ela também abriu processo contra o governo Trump para ter acesso às provas relacionadas às mortes de Good e Pretti, e disse que está avaliando a possibilidade de processar os agentes responsáveis pelas mortes.
(Reportagem de Jonathan Allen em Nova York; reportagem adicional de Ted Hesson)



Aviso