SÃO PAULO, 30 Jul (Reuters) - A Ambev deve se preparar para diferentes cenários climáticos para ter mais resiliência nos próximos trimestres, em meio às expectativas de meteorologistas de que a América Latina passará no final deste ano por um dos El Niños mais intensos desde 1950.
"O ano de 2024 ilustrou que temperaturas mais altas podem, sim, influenciar a demanda", afirmou o presidente-executivo da maior cervejaria da América Latina, Carlos Lisboa, em inglês a analistas após a publicação dos resultados do segundo trimestre do grupo mais cedo.
"Mas esses efeitos são imprevisíveis... O que podemos fazer é nos prepararmos para enfrentarmos diferentes cenários climáticos", disse o executivo.
O ano de 2024 foi um dos anos mais quentes da história e marcado por um intenso fenômeno El Niño, segundo dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Mais cedo nesta quinta-feira, o economista-chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Máximo Torero, afirmou à Reuters que a América Latina deve enfrentar um grave fenômeno de El Niño entre outubro e dezembro.
Segundo Lisboa, "não há nenhuma indicação de que ocorrerão temperaturas mais adversas" no segundo semestre para o setor de cerveja ante o mesmo período de 2025, ano em que a Ambev teve queda de 3,3% no volume vendido.
As ações da empresa estavam na ponta negativa do Ibovespa nesta tarde, recuando 1,6% às 13h54, enquanto o índice mostrava alta de 1,14%.
A Ambev divulgou mais cedo alta de 24,5% no lucro líquido do segundo trimestre sobre o mesmo período de 2025, mas o desempenho veio abaixo das estimativas de analistas consultados pela LSEG.
(Por Alberto Alerigi Jr.;Edição de Igor Sodré)



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