8 Jul (Reuters) - A Casa Branca defendeu a forma como lidou com as restrições de visto impostas ao Irã durante a Copa do Mundo, com o diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, Andrew Giuliani, afirmando que a decisão da seleção de se estabelecer em Tijuana, no México, em vez de Tucson, foi mutuamente benéfica.
Giuliani disse que a logística transfronteiriça funcionou sem problemas para todas as partes, apesar das reclamações do Irã durante a fase de grupos e após a eliminação da seleção do torneio.
A Federação Iraniana de Futebol acertou no último momento a transferência da base da seleção do Arizona para o México, em parte devido à incerteza sobre se os jogadores receberiam vistos para entrar nos EUA.
“É importante ressaltar que os iranianos optaram por ir para Tijuana. Ficamos satisfeitos com essa escolha”, disse Giuliani aos repórteres nesta quarta-feira.
“Acho que os mexicanos ficaram muito satisfeitos com essa escolha. Acho que os iranianos, como eles mesmos disseram, também ficaram muito satisfeitos com essa escolha."
“Acho que o que tentamos fazer aqui na Força-Tarefa da Casa Branca foi aplicar o bom senso para garantir que os atletas pudessem ter um jogo limpo em campo.”
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, havia afirmado que seu governo concordou em permitir que a seleção iraniana permanecesse no México durante a Copa do Mundo, acrescentando que os EUA não queriam receber a equipe.
Giuliani acrescentou que a decisão também garantiu que ninguém com ligações à Guarda Revolucionária do Irã entrasse no país usando a Copa do Mundo como pretexto.
MEMBROS DA DELEGAÇÃO TÊM ENTRADA NEGADA
Os EUA concederam vistos a todos os jogadores do Irã apenas 10 dias antes de sua primeira partida, mas a entrada de vários membros da delegação foi negada, incluindo “membros-chave da diretoria e da administração”, segundo a federação iraniana.
Inicialmente, a seleção iraniana só foi autorizada a entrar nos EUA um dia antes das partidas, o que levou o técnico Amir Ghalenoei a afirmar que eles eram a “seleção mais oprimida” da Copa do Mundo.
Mas Giuliani defendeu os arranjos de viagem, destacando a paridade logística.
“Em Los Angeles, eles puderam chegar um dia antes da partida. Para fins de comparação, a seleção dos EUA estava em Orange County. Eles fizeram uma viagem de ônibus, uma viagem mais longa do que o voo dos iranianos”, disse ele.
As restrições foram posteriormente flexibilizadas para a terceira partida do Irã, em Seattle, quando a equipe foi autorizada a entrar no país dois dias antes do jogo.
“Para Seattle, foram dois dias porque sabíamos que o voo durava pouco mais de três horas. Por isso, queríamos garantir que eles tivessem esse dia a mais para que pudéssemos alcançar a paridade”, disse Giuliani.
No entanto, o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) informou que a equipe ainda seria obrigada a partir no mesmo dia em que a partida terminasse.
Posteriormente, o Irã agradeceu ao povo de Tijuana pela hospitalidade durante a Copa do Mundo, após a eliminação da seleção na fase de grupos, afirmando que o México havia se tornado “nosso segundo lar e nosso segundo time”.
(Reportagem de Rohith Nair, em Miami)




Aviso