PEQUIM/TAIPÉ, 13 Mai (Reuters) - A China reiterou sua forte oposição às vendas de armas dos EUA para Taiwan na quarta-feira, pedindo a Washington que honre seus compromissos antes da chegada do presidente dos EUA, Donald Trump, para uma cúpula em Pequim.
A questão do governo democrático de Taiwan, que a China considera como seu próprio território, e a venda de armas para Taipé certamente serão discutidas durante dois dias de reuniões nesta semana entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping.
Os EUA são obrigados por lei a fornecer a Taiwan os meios para se defender, apesar da falta de laços diplomáticos formais. Em dezembro, o governo Trump anunciou um pacote de armas de US$11 bilhões para Taiwan, o maior de todos os tempos.
Zhang Han, porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan da China, disse que Taiwan é uma questão interna e um assunto para o povo chinês.
"Nós nos opomos firmemente ao envolvimento dos Estados Unidos em qualquer forma de laços militares com a região chinesa de Taiwan e nos opomos firmemente à venda de armas pelos Estados Unidos à região chinesa de Taiwan. Essa posição é consistente e inequívoca", disse ela em Pequim.
Taiwan é o "centro dos principais interesses da China" e honrar os compromissos assumidos por sucessivas administrações dos EUA são "obrigações internacionais que o lado norte-americano tem o dever de cumprir", acrescentou Zhang.
Os EUA não assumem oficialmente nenhuma posição sobre a soberania de Taiwan de acordo com a política "Uma só China", mas reconhecem, sem aceitar, a posição de Pequim de que a ilha é da China.
(Reportagem de Joe Cash, em Pequim, e Ben Blanchard e Yimou Lee, em Taipé; reportagem adicional de Ann Wang)




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