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Após altas recentes, taxas dos DIs têm baixas leves com exterior no radar

Reuters
Após altas recentes, taxas dos DIs têm baixas leves com exterior no radar
Após altas recentes, taxas dos DIs têm baixas leves com exterior no radar

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 24 Abr (Reuters) - Após subirem nas últimas três sessões, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem nesta sexta-feira leves baixas, com os investidores monitorando o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries avançam.

Às 10h26, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,665%, em baixa de 3 pontos-base ante o ajuste de 13,696% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,65%, estável ante 13,653%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 2 pontos-base, a 4,342%.

Nas últimas três sessões, as dúvidas sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã pressionaram a renda fixa brasileira, com a curva a termo exibindo prêmios maiores.

Na noite de quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo entre Israel e o Líbano será estendido por três semanas e descartou o uso de armas nucleares na guerra com o Irã.

A pressão sobre Teerã para um acordo também continua, com o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmando nesta sexta-feira que o bloqueio dos EUA ao Irã está se tornando global.

No Brasil, o governo anunciou na quinta-feira que propôs ao Congresso um projeto de lei complementar que permitirá transformar ganhos extraordinários de arrecadação provenientes da alta do preço do petróleo em cortes de tributos sobre combustíveis.

A partir da eventual aprovação do projeto pelo Legislativo, o governo editará decretos com as reduções tributárias, que poderão beneficiar diesel, gasolina, etanol e biodiesel com cortes em PIS, Cofins e Cide.

Ainda que o governo busque minimizar os impactos da guerra sobre a inflação, os investidores seguem consolidando as apostas de corte na próxima semana de apenas 25 pontos-base da Selic, hoje em 14,75% ao ano.

Na quarta-feira pós-feriado -- dado consolidado mais recente -- as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 84% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 7% de chance de redução de 50 pontos-base. Em 6 de abril, um dia antes de EUA e Irã fecharem o cessar-fogo de duas semanas, depois prorrogado, os percentuais eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

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