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Argentina tentará defender o título da Copa do Mundo e repetir feitos de Itália e Brasil

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Argentina tentará defender o título da Copa do Mundo e repetir feitos de Itália e Brasil
Argentina tentará defender o título da Copa do Mundo e repetir feitos de Itália e Brasil

Por Andrew Cawthorne

2 Jun (Reuters) - Repleta de talentos e forjada pelo sucesso, a Argentina tentará se tornar a primeira seleção masculina a defender o título da Copa do Mundo desde o Brasil em 1962 e a única nação a conseguir o feito totalmente fora do seu continente.

O técnico Lionel Scaloni manteve o núcleo do time que foi campeão no Catar em 2022, conquistou a Copa América em 2024 e, em seguida, liderou com facilidade as Eliminatórias Sul-Americanas.

A preparação, porém, não foi ideal.

Desde o Catar, a única adversária europeia que a Argentina enfrentou foi a Islândia, em um amistoso às vésperas da Copa do Mundo. A "Finalíssima", torneio entre os campeões europeus e sul-americanos, contra a Espanha foi cancelada devido à guerra no Irã. As datas foram preenchidas por adversários modestos, como Mauritânia e Zâmbia. 

Além disso, o capitão Lionel Messi, que completa 39 anos neste mês, pode ainda ser capaz de mudar os rumos de uma partida e ter a influência de um estadista veterano, mas não possui mais a resistência e a velocidade que o tornaram uma força tão poderosa.

E, como ficou claro no Catar — incluindo no espetacular empate por 3 a 3 na final contra a França antes dos pênaltis —, a defesa da Argentina pode ser vulnerável.

Outros favoritos, como Espanha, França e Brasil, podem querer aproveitar a chance de testar uma retaguarda com alguns anos a mais nas pernas.

Caso a Argentina triunfe novamente, ela se tornaria apenas o terceiro país a conquistar Copas do Mundo consecutivas, depois da Itália (1934 e 1938) e do Brasil (1958 e 1962). Fazer isso fora de sua própria região sul-americana seria algo sem precedentes.

A Argentina estreia contra a Argélia em Kansas City em 16 de junho, antes de enfrentar a Áustria e a Jordânia, no que parece, no papel, um Grupo J relativamente tranquilo.

Scaloni terá novamente à sua disposição o talento e a precisão de Lautaro Martínez e Julián Álvarez no ataque.

No meio-campo, Messi será outra vez o maestro da orquestra, se estiver em condições de começar jogando, ou um substituto de impacto, se não estiver. Se jogarem, Rodrigo De Paul e Alexis Mac Allister oferecem estabilidade, enquanto Enzo Fernández traz agressividade.

Na defesa, Emiliano Martínez continua sendo um dos melhores goleiros do mundo. À sua frente, Cristian Romero, Nicolás Otamendi, Lisandro Martínez e Nahuel Molina trazem vasta experiência, mesmo que nem todos cheguem em sua melhor forma nos clubes.

A Argentina tem sofrido algumas críticas devido à falta de adversários de peso recentemente. Seus últimos cinco adversários, desde outubro, incluíram Venezuela, Porto Rico, Angola, Honduras e Islândia.

O histórico de Scaloni como o técnico mais condecorado da Argentina — dois títulos de Copa América (2021 e 2024), um da Copa do Mundo e um na Finalíssima (2022) — lhe dá crédito.

Sua mensagem é clara: “A Copa do Mundo que ganhamos ficou no passado.”

O especialista em futebol sul-americano Jordan Florit disse que a conexão de Messi com os Estados Unidos pode ser vital.

“Não acho que esta Copa do Mundo poderia ter sido a mesma sem Messi. Ele não é apenas o garoto-propaganda da MLS (Major League Soccer, principal liga de futebol dos EUA), mas um componente essencial de seu funcionamento neste momento”, disse Florit, que também é chefe de olheiros do time norte-americano Phoenix Rising.

“E terminar em primeiro lugar no grupo significaria uma partida de 16 avos de final em Miami — o quintal de Messi nas últimas temporadas".

"Provavelmente será contra o Uruguai, que derrotou a Argentina na La Bombonera durante as eliminatórias, ou contra a Espanha, que conta com o herdeiro de Messi ao trono do Barcelona (Lamine Yamal). O local pode se revelar uma vantagem vital e conveniente para os jogadores de Scaloni.”

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