Uma ofensiva militar realizada pelo Paquistão entre a noite de quinta-feira (26) e madrugada de hoje (27) atingiu diversas províncias fronteiriças no Afeganistão, resultando na morte de pelo menos 300 pessoas.
O ataque, que incluiu bombardeios aéreos e disparos de artilharia, atingiu áreas residenciais e acampamentos, provocando uma onda de indignação e elevando ao máximo a tensão diplomática entre os dois países vizinhos.
O governo do Paquistão justificou a operação como uma medida de "contraterrorismo", alegando que os alvos eram esconderijos de grupos militantes do Talibã que realizam ataques em solo paquistanês a partir do território afegão.
No entanto, autoridades locais em Cabul denunciam que a maioria das vítimas é composta por civis, incluindo mulheres e crianças, classificando a ação como uma violação direta da soberania nacional.
Cenário de Destruição
Relatos de sobreviventes e equipes de resgate nas províncias de Khost e Kunar descrevem um cenário de devastação, com casas destruídas e hospitais operando acima da capacidade para atender as centenas de feridos. Organizações internacionais de direitos humanos já expressaram preocupação com a escalada da violência e o impacto humanitário sobre a população que vive na região da Linha Durand, a fronteira contestada entre as nações.
O Talibã, que controla o governo afegão, convocou o embaixador paquistanês para prestar esclarecimentos e alertou que "haverá consequências" caso as agressões não cessem imediatamente. A comunidade internacional monitora o caso, temendo que o conflito se transforme em uma guerra aberta com potencial para desestabilizar ainda mais a Ásia Central.

