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Brasil tenta assimilar mais uma eliminação precoce na Copa do Mundo

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Brasil tenta assimilar mais uma eliminação precoce na Copa do Mundo
Brasil tenta assimilar mais uma eliminação precoce na Copa do Mundo

Por Aline Massuca

RIO DE JANEIRO, 5 de julho (Reuters) - Para os torcedores brasileiros reunidos na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, o cenário deslumbrante à beira-mar pouco contribuiu para amenizar a decepção de ver sua seleção ser eliminada precocemente da Copa do Mundo pela sexta vez seguida.

A derrota por 2 x 1 para a Noruega nas oitavas de final, neste domingo, encerrou a busca dos pentacampeões mundiais pelo sexto título, 24 anos depois de terem levantado o troféu pela última vez.

Em vez disso, a seleção brasileira ampliou uma sequência indesejada de resultados. Foi o pior desempenho do Brasil em uma Copa do Mundo desde 1990 e prolongou sua mais longa seca sem títulos para seis torneios consecutivos.

"Eu achei (decepcionante) demais do início ao fim", disse Patrícia Ramalho, entre os milhares de torcedores em Copacabana.

Os torcedores no geral também concordaram sobre os motivos por trás de mais uma eliminação na Copa do Mundo, apontando principalmente para oportunidades perdidas ao longo da partida. O meia Bruno Guimarães, por exemplo, não conseguiu converter um pênalti no início do primeiro tempo.

HAALAND MARCA DUAS VEZES

A Noruega, por outro lado, aproveitou suas melhores chances. O atacante Erling Haaland, agora empatado no topo da artilharia desta Copa do Mundo com sete gols, marcou duas vezes no segundo tempo.

"A seleção inicialmente começou bem. Perdeu dois gols, um pênalti com o Bruno Guimarães e um gol quase feito com o Endrick. O futebol castiga. Quem não faz leva, e a gente acabou levando", disse o ator Renan Moreira.

O técnico italiano da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, que comandou a equipe pela primeira vez em uma grande competição, também foi alvo de críticas dos torcedores, que questionaram sua abordagem tática e suas decisões durante a partida.

"O Ancelotti tem um esquema tático defensivo. Ele não vai para o ataque. A nossa geração inteira jogou sempre no ataque, fazendo gol, controlando a bola", disse o publicitário Bruno Rangel.

Ancelotti, que assumiu o comando da seleção brasileira há pouco mais de um ano, deve ter outra chance de conquistar o título daqui a quatro anos, após a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciar a renovação de seu contrato em maio.

Até lá, no entanto, é provável que persistam as dúvidas sobre se o condecorado técnico é a pessoa certa para comandar a seleção nacional.

"A renovação de contrato do Ancelotti já está para a próxima Copa do Mundo, o que eu discordo. A gente tem que rescindir o contrato e tirá-lo", afirmou Rangel.

(Reportagem de Aline Massuca e Janaina Quinet, no Rio de Janeiro)

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