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Cacau atinge máxima em 3 semanas com aproximação do El Niño

Reuters
Cacau atinge máxima em 3 semanas com aproximação do El Niño
Cacau atinge máxima em 3 semanas com aproximação do El Niño

NOVA YORK, 17 Jun (Reuters) - Os contratos futuros do cacau na bolsa ICE atingiram máximas de três semanas nesta quarta-feira, em meio a temores de que o fenômeno climático El Niño prejudique a produção da próxima safra, enquanto o café robusta atingiu máximas de três meses.

CACAU

* O contrato de cacau de Londres ​fechou com alta de £4, ou 0,1%, a £3.161 por tonelada métrica, após ter fechado com alta de 6,4% na terça-feira. O contrato havia atingido anteriormente seu maior nível desde o final de maio, a £3.257.

• O mercado tem sido sustentado por indícios de que o fenômeno climático El Niño pode reduzir significativamente a produção de 2026/27 na África Ocidental e no Equador, terceiro maior produtor mundial.

• A corretora StoneX informou que analistas já estavam reduzindo suas previsões para a Costa do Marfim, maior produtora, depois que pesquisas sobre a safra mostraram "nenhuma recuperação significativa na formação e na contagem de vagens (de cacau)".

• A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) estima uma probabilidade de 63% de um El Niño muito forte ou “super El Niño” se aproximando em 2027.

• "Se a previsão se concretizar, o El Niño seria um dos maiores já registrados na história da NOAA, que remonta a 1950", afirmou o Rabobank.

• O cacau de Nova York subiu 0,1%, para US$4.237 por tonelada.

CAFÉ

• O café arábica fechou em queda de 0,9 centavo, ou 0,3%, a US$2,719 por libra-peso, após ter fechado em alta de 5,2% na terça-feira.

• O café robusta subiu 0,7%, para US$3.622 por tonelada, tendo atingido sua maior cotação desde o final de março, em US$ 3.659.

• A Cooxupé, principal cooperativa cafeeira do Brasil, informou que seus produtores haviam colhido 15,8% da safra de 2026 até 14 de junho, a menor porcentagem em quatro anos, já que as chuvas associadas ao El Niño atrapalharam a colheita na semana passada.

• Apesar das chuvas, o volume da safra brasileira não deve sofrer alterações, embora a qualidade possa ser prejudicada.

• "O panorama da safra ainda é 'baixista'", afirmou a GSZ Commodities. "A chuva retarda a colheita e prejudica a qualidade, mas a safra recorde ainda limita as altas, a menos que os danos se agravem", disse a empresa.

• O El Niño é especialmente problemático para o robusta, pois normalmente traz altas temperaturas e chuvas reduzidas para o Vietnã e a Indonésia.

AÇÚCAR

• O açúcar bruto fechou em alta de 0,03 centavo, ou 0,2%, a 13,85 centavos de dólar por libra-peso, após ter atingido na terça-feira uma mínima de quase dois meses, de 13,56 centavos.

• A queda nos preços da energia continua pressionando o mercado, o que pode levar usinas de cana a produzir menos etanol e mais açúcar.

• A brasileira Jalles Machado espera que sua produção de açúcar na safra 2026/27 caia 4,2%, para 418.100 toneladas, enquanto a produção de etanol deve aumentar 18%.

• A longo prazo, no entanto, há receios de que o El Niño reduza a produção.

• A produção de açúcar do Brasil caiu acentuadamente no final de maio, informou o governo.

• O açúcar branco subiu 0,5%, para US$452,20 a tonelada.

• A produção de açúcar branco da Ucrânia deve cair para 1,2-1,3 milhão de toneladas este ano, ante 1,7 milhão de toneladas em 2025.(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)

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