NOVA YORK, 7 Mai (Reuters) - Os preços futuros do cacau subiram para máximas de três meses e meio nesta quinta-feira, com a recuperação acentuada desta semana ganhando mais impulso, enquanto as cotações do café arábica caíram para uma mínima em um ano e meio.
CACAU
* O cacau em Nova York subiu US$292, ou 7,1%, para US$ 4.427 a tonelada métrica, depois de atingir uma máxima de três meses e meio de US$4.554.
* Os comerciantes disseram que o aumento acentuado dos preços nesta semana foi alimentado pela cobertura de posições vendidas dos fundos, liderada por fatores técnicos favoráveis, uma vez que o mercado está saindo de uma faixa que vinha mantendo por cerca de dois meses.
* Os fundamentos parecem mais favoráveis, com preocupações de que a produção possa ser restringida por um evento climático El Niño, enquanto os preços mais baixos em comparação com os picos estabelecidos no final de 2024 estavam ajudando a reanimar a demanda.
* O cacau em Londres ganhou 6,1%, para 3.294 libras por tonelada.
CAFÉ
* O café arábica caiu 10,6 centavos de dólar, ou 3,7%, para US$2,7325 por libra-peso, depois de atingir uma mínima em um ano e meio de US$2,7135, com a expectativa de uma safra abundante no Brasil este ano, aliviando um pouco a escassez de oferta.
* Andrea Illy, presidente da torrefadora italiana Illycaffe, disse em São Paulo na quinta-feira que notou uma boa quantidade de novas plantações de café no Brasil, resultado dos preços historicamente altos do café, acrescentando que essa tendência poderia levar a crises de preços no futuro.
* O café robusta subiu 0,6%, para US$3.432 a tonelada.
* Os negociantes notaram que as exportações do Vietnã estavam acima do ritmo do ano passado e que as perspectivas para a próxima safra do maior produtor mundial de robusta continuavam favoráveis.
AÇÚCAR
* O açúcar bruto fechou em queda de 0,27 centavo, ou 1,8%, a 14,54 centavos de dólar por libra-peso.
* Os comerciantes disseram que os preços mais fracos do petróleo continuaram a exercer pressão de baixa sobre o mercado do açúcar.
* Os preços mais baixos da energia reduzem o incentivo ao uso da cana para produzir etanol biocombustível e, portanto, podem incentivar os produtores a aumentar a produção de açúcar.
* O açúcar branco perdeu 1,2%, para US$431,90 por tonelada.
(Reportagem de Nigel Hunt e Marcelo Teixeira)



