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Cacau recua na sessão em Londres, mas tem maior ganho mensal desde novembro de 2024

Reuters

NOVA YORK, 30 Jun (Reuters) - Os contratos futuros de cacau negociados na bolsa ICE de Londres fecharam em baixa nesta terça-feira, mas ainda assim registraram seu maior ganho mensal desde novembro de 2024, impulsionados pelas preocupações com uma queda acentuada na produção da Costa do Marfim -- principal produtor -- na próxima safra de 2026/27.

CACAU

* Os futuros do cacau em Londres fecharam em queda de £96, ou 2,5%, a £3.724 por tonelada métrica. O mercado registrou um ganho mensal de 29%.

* Alguns analistas esperam que a produção da Costa do Marfim fique em torno de 1,7 milhão a 1,8 milhão de toneladas métricas na safra 2026/27, abaixo dos cerca de 2,2 milhões registrados em 2025/26.

* Chuvas intensas inundaram várias plantações de cacau nas regiões produtoras da Costa do Marfim na semana passada, ameaçando o desenvolvimento da safra principal, que vai de setembro a fevereiro, informaram os agricultores na segunda-feira.

* Chuvas intensas também atingiram Gana, o segundo maior produtor mundial.

* O contrato de cacau de Nova York caiu 2,5%, para US$ 4.967 a tonelada. O contrato registrou alta de 27% em junho.

AÇÚCAR

* O preço do açúcar bruto fechou com alta de 0,31 centavo, ou 2,2%, a 14,29 centavos por libra-peso, após atingir uma máxima de três semanas e meia, de 14,43 centavos, no início do pregão. O mercado registrou alta de 2% em junho.

* O açúcar tem sido sustentado por preocupações de que as condições climáticas do El Niño possam reduzir a produção nos principais países produtores asiáticos, Índia e Tailândia.

* A Índia provavelmente receberá chuvas de monção abaixo da média em julho, após registrar seu quinto junho mais seco desde o início dos registros, em 1901, informou o departamento meteorológico na terça-feira.

* As entregas de açúcar bruto no vencimento do contrato de julho, na terça-feira, foram estimadas em 15.678 lotes, ou cerca de 796.500 toneladas métricas, de acordo com informações preliminares de operadores.

* O mercado esperava uma entrega de cerca de 750.000 a 850.000 toneladas, um aumento acentuado em relação ao contrato de julho de 2025, quando apenas cerca de 45.000 toneladas foram oferecidas.

* O açúcar branco subiu 2,1%, para US$473,60 a tonelada, voltando a se aproximar da máxima de nove meses e meio registrada na segunda-feira, de US$481,90.

CAFÉ

* O café arábica fechou com alta de 4,6 centavos, ou 1,7%, a US$2,778 por libra-peso, após atingir a máxima de oito semanas de US$3,0275.

* O mercado registrou alta de 14,5% em junho.

* Os corretores afirmaram que o foco continuava na safra do Brasil, principal produtor, com as chuvas recentes retardando o andamento dos trabalhos e gerando algumas preocupações quanto à qualidade.

* Os estoques certificados de arábica na ICE continuaram a cair, atingindo o menor nível desde março de 2024, com 377.465 sacas.

* O preço do café robusta caiu 1,7%, para US$3.564 por tonelada. Ele registrou alta de 9% em junho.

(Reportagem de Nigel Hunt e Marcelo Teixeira)

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751))REUTERS RS

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