NOVA YORK, 18 Jun (Reuters) - Os contratos futuros do café arábica na bolsa ICE recuaram nesta quinta-feira, após atingirem máximas de várias semanas no início do pregão, devido aos temores de que um padrão climático potencialmente muito forte, um "super El Niño", esteja ganhando força, enquanto o café robusta ainda fechou em alta.
Os futuros do açúcar caíram, acompanhando a queda nos preços do petróleo.
CAFÉ
• O café arábica fechou em queda de 4,1 centavos, ou 1,5%, a US$2,678 por libra-peso, após atingir sua maior cotação desde meados de maio, a US$2,7810.
• O café robusta subiu 0,2%, para US$3.629 por tonelada métrica, após atingir sua maior cotação desde o início de março, a US$3.680.
• O El Niño é especialmente problemático para o robusta, pois costuma trazer altas temperaturas e chuvas reduzidas para o Vietnã e a Indonésia, que produzem cerca de 50% do café robusta mundial.
• Já no caso do arábica, o fenômeno inicialmente traz chuvas excessivas ao Brasil, principal produtor. Embora essas chuvas atrasem a colheita, elas só podem elevar os preços se prejudicarem significativamente a qualidade da safra ou causarem doenças fúngicas.
• O tempo ficou seco nas principais áreas produtoras do Brasil, permitindo que os agricultores retomassem a colheita e a secagem do café, mas prevê-se que as chuvas retornem na próxima semana ou nos próximos 10 dias.
AÇÚCAR
• O preço do açúcar bruto fechou em queda de 0,26 centavo, ou 1,9%, a 13,59 centavos por libra-peso, após atingir na terça-feira uma mínima de quase dois meses, de 13,56 cents.
• A queda nos preços da energia continua pressionando o mercado, levando as usinas de cana a produzir menos etanol e mais açúcar.
• Além disso, a China, maior importadora mundial de açúcar, importou 36,8% menos açúcar em maio do que no mesmo mês do ano anterior, segundo dados divulgados.
• No entanto, o que limita as perdas no mercado de açúcar são os temores de longo prazo de que o El Niño reduza a produção.
• O açúcar branco caiu 1,5%, para US$445,30 a tonelada.
CACAU
• O cacau de Londres fechou com alta de £37, ou 1,2%, a £3.198 por tonelada, após atingir na quarta-feira sua maior cotação desde o final de maio.
• O mercado tem sido sustentado por indícios de que o fenômeno climático El Niño pode reduzir significativamente a produção de 2026/27 na África Ocidental e no Equador, terceiro maior produtor.
• Os corretores também observaram que a demanda pelo ingrediente do chocolate está apresentando alguma melhora.
• O de cacau de Nova York ficou praticamente inalterado, em US$4.237 por tonelada.(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)



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