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Colômbia terá segundo turno entre candidato da direita e aliado de Petro

Colômbia terá segundo turno entre candidato da direita e aliado de Petro
Foto: Reprodução/X

A eleição presidencial da Colômbia será decidida em segundo turno após nenhum dos candidatos alcançar a maioria dos votos na votação realizada neste domingo (31). Com mais de 99% das urnas apuradas, o candidato de direita Abelardo de la Espriella liderou a disputa com 43,7% dos votos, enquanto o senador de esquerda Iván Cepeda obteve 40,9%. Os dois voltam às urnas no próximo dia 21 de junho para definir o sucessor do presidente Gustavo Petro.

Advogado e líder do movimento Defensores da Pátria, De la Espriella ganhou força na reta final da campanha com um discurso voltado ao combate à criminalidade. O candidato defende uma ofensiva militar contra guerrilhas e organizações criminosas, além da construção de megaprisões. Conhecido como “El Tigre”, ele também propõe mudanças na relação da Colômbia com organismos internacionais, como a ONU e a OEA.

Do outro lado, Iván Cepeda aposta na continuidade das políticas implementadas pelo atual governo. Senador e filósofo, ele ficou conhecido por sua atuação nas negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e defende o diálogo como principal estratégia para reduzir a violência no país. O candidato também promete ampliar programas sociais, promover uma reforma agrária e fortalecer medidas de distribuição de renda.

A segurança pública dominou o debate eleitoral em meio ao avanço de grupos armados e ao fortalecimento de facções ligadas ao narcotráfico. A recente morte de dezenas de integrantes de grupos dissidentes das Farc em confrontos na Amazônia colombiana reforçou o tema como principal preocupação dos eleitores. Pesquisas apontam que a violência supera questões econômicas entre os problemas mais citados pela população.

Independentemente do vencedor, o próximo presidente deverá enfrentar desafios para construir maioria no Congresso. As eleições legislativas realizadas em março resultaram em um Parlamento fragmentado, exigindo negociações constantes para aprovação de projetos e reformas. O cenário indica que o futuro governo terá de buscar alianças para garantir governabilidade e implementar suas propostas.

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