O principal comandante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) disse à Associated Press nesta sexta-feira, 3, que os aliados europeus já compensaram a maior parte das lacunas abertas pela decisão dos Estados Unidos de reduzir a oferta de meios militares à aliança em situações de crise.
O general americano Alex Grynkewich afirmou que, após Washington sinalizar em 3 de junho que deixaria de disponibilizar ao continente um porta-aviões e navios de apoio, aviões de reabastecimento em voo e dezenas de caças, entre outros recursos, os europeus passaram a buscar alternativas nos próprios estoques. Segundo ele, em poucas semanas a maioria dos déficits foi coberta, e o restante está sendo tratado com capacidades diferentes, mas de efeito equivalente.
"Em questão de semanas, os aliados europeus preencheram em grande parte as lacunas deixadas pelas reduções dos EUA no Modelo de Forças da Otan", disse Grynkewich. "E, nas poucas áreas em que isso não ocorreu, em que atualmente não há capacidade equivalente para substituir, estamos analisando alternativas com efeito correspondente."
O Modelo de Forças da Otan é o principal plano da aliança para disponibilizar recursos militares dos 32 países-membros em tempos de paz, crise ou guerra. Ele define quais ativos os comandantes podem acionar em etapas ao longo dos primeiros seis meses de um eventual conflito. O tema deve estar no centro das discussões da cúpula da Otan marcada para 7 e 8 de julho, na Turquia, que reunirá o presidente Donald Trump e outros líderes.
A decisão do Pentágono surpreendeu aliados e reflete a intenção dos EUA de concentrar atenção em ameaças em outras regiões, especialmente a China no Indo-Pacífico. Diante disso, aliados europeus e o Canadá revisaram seus inventários para verificar o que poderia ser oferecido caso um membro fosse atacado. O Reino Unido, por exemplo, elevou o nível de prontidão de um segundo porta-aviões e de caças F-35 para uso em emergências.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, minimizou o impacto do movimento americano e disse acreditar que os EUA deslocariam mais recursos para a Europa caso um conflito eclodisse, como fizeram na guerra contra o Irã.
"Isso não se trata de onde forças e ativos estão localizados no momento. Trata-se de quem faria o quê se nossos planos de defesa fossem ativados, digamos, em uma situação de Artigo 5", disse Rutte no mês passado.
Pela garantia de segurança coletiva da Otan - o Artigo 5 do tratado fundador - os 32 aliados se comprometem a considerar que um ataque a um deles será um ataque a todos. O dispositivo não obriga o fornecimento de apoio militar, embora muitos países provavelmente o fariam.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).



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