Ministros das Relações Exteriores europeus visitaram a Ucrânia nesta terça-feira (31) para marcar o quarto aniversário de atrocidades cometidas por forças russas em Bucha, nos arredores de Kiev. Com os esforços liderados pelos EUA para encerrar a guerra em compasso de espera e a atenção de Washington voltada ao Oriente Médio, governos europeus buscam manter o foco no conflito, hoje em seu quinto ano.
Um grupo de 12 chanceleres chegou de trem a Kiev e foi recebido pelo ministro ucraniano Andrii Sybiha, que destacou o "sombrio aniversário". Após a retomada de Bucha, ocupada por cerca de um mês após a invasão de fevereiro de 2022, mais de 400 corpos foram encontrados.
"Uma presença europeia tão forte demonstra que a justiça por estas atrocidades é inevitável", disse Sybiha. "A responsabilização pelos crimes russos é vital para restaurar a justiça na Europa." Em visita à Igreja de Santo André, o chanceler da Polônia, Radek Sikorski, afirmou que "qualquer um que diga que Vladimir Putin não é um criminoso de guerra deveria vir aqui e ver por si mesmo".
Autoridades relatam que muitas vítimas foram mortas nas ruas, algumas com as mãos amarradas, além de sinais de tortura e estupro. A ONU documentou mais de 70 execuções sumárias.
Durante reunião com autoridades ucranianas, a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, enfatizou a necessidade de responsabilização. "Caso contrário, haverá vingança e retaliação", disse. "Se você não vê justiça, você vai querer vingança."
Kallas alertou ainda que a guerra envolvendo o Irã pode desviar recursos essenciais para Kiev, como sistemas de defesa aérea. "Não podemos deixar isso sair da pauta. Somos nós que temos de manter isso", afirmou. As negociações mediadas pelos EUA seguem paralisadas, sem previsão de retomada. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.


