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Eneva avalia opções de negócios na Venezuela, diz CEO

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Eneva avalia opções de negócios na Venezuela, diz CEO
Eneva avalia opções de negócios na Venezuela, diz CEO

RIO DE JANEIRO, 17 Jun (Reuters) - A Eneva avalia oportunidades de negócios na Venezuela, incluindo projetos de geração térmica a gás, em meio a mudanças regulatórias no país que podem reduzir riscos e abrir espaço para investimentos estrangeiros, disse o presidente-executivo da companhia, Lino Cançado.

Segundo ele, a empresa vem analisando o mercado venezuelano diante de uma possível reorganização do setor energético.

"É um país que está tendo uma abertura... uma mudança regulatória e de administração significativa que reduz o risco gigantesco que existe na Venezuela, e deixa de existir", afirmou ele, ao ser questionado pela Reuters durante evento do setor Enase.

Cançado destacou que a Venezuela apresenta demanda ampla por investimentos em energia e óleo e gás.

"É um país que precisa de tudo que a Eneva tem capacidade de fazer, seja no upstream, seja no downstream, seja na geração", disse, citando oportunidades desde exploração e produção até geração elétrica.

Contudo, ele observou que o país já enfrenta restrições no fornecimento de energia, o que pode limitar o crescimento da produção de petróleo.

"A Venezuela já está com racionamento de energia na maior parte das cidades do país... você não aumenta a produção nesse nível sem energia", afirmou, acrescentando que há necessidade relevante de expansão da geração.

O executivo destacou que não há ainda projetos concretos ou parcerias firmadas, mas que o setor local busca se reorganizar para atrair capital externo.

Entre as oportunidades avaliadas, Cançado apontou projetos ligados à geração térmica a gás, segmento principal de atuação da Eneva.

"O que a gente faz mais é térmica a gás... tem oportunidade para tudo que a gente sabe fazer", afirmou.

A Reuters noticiou em fevereiro que a Eneva avaliava alternativas de investimentos na Venezuela, com base em fontes com conhecimento do assunto, após os Estados Unidos iniciarem uma intervenção no país.

Separadamente, o executivo afirmou que o fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) à companhia não foi afetado pelo conflito envolvendo o Irã, acrescentando que a empresa mantém suas operações normalmente abastecidas.

(Por Rodrigo Viga Gaier; edição de Roberto Samora)

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