O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou nesta segunda-feira, 18, que equipes de resgate localizaram os corpos dos quatro mergulhadores italianos desaparecidos em uma caverna subaquática no atol de Vaavu, nas Maldivas.
As buscas foram retomadas nesta segunda após terem sido interrompidas por causa da morte de um militar maldivo que participava da operação de resgate. Segundo o governo local, o integrante da Força de Defesa Nacional das Maldivas morreu após sofrer complicações relacionadas à descompressão.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, as vítimas que estavam desaparecidas "aparentemente morreram enquanto tentavam explorar cavernas a uma profundidade de 50 metros", na quinta-feira, 14. O limite permitido para mergulho recreativo nas Maldivas é de 30 metros.
Três mergulhadores finlandeses especializados em mergulho profundo e exploração de cavernas chegaram ao país no domingo para auxiliar na operação e elaborar um novo plano de busca. Segundo autoridades locais, eles participaram dos trabalhos ao lado da polícia e das Forças Armadas das Maldivas.
Ainda não está claro se as equipes visualizaram os corpos diretamente durante o mergulho ou se eles foram identificados por meio de drones subaquáticos.
Ahmed Shaam, porta-voz do governo das Maldivas, informou que as equipes de busca agora vão elaborar um plano para trazer os corpos à superfície. As causas das mortes seguem sob investigação.
De acordo com a Universidade de Gênova, estão entre as vítimas a professora associada de Ecologia do Departamento de Ciências da Terra, do Ambiente e da Vida, Monica Montefalcone, a filha dela, Giorgia Sommacal, que estudava Engenharia Biomédica, e os pesquisadores Muriel Oddenino e Federico Gualtieri.
O corpo de um quinto mergulhador já havia sido recuperado na quinta-feira, informaram as autoridades. (Associated Press)




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