Por Kanishka Singh
WASHINGTON, 13 Abr (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu mais juízes de imigração, incluindo duas juízas cujas decisões bloquearam tentativas de deportação contra estudantes pró-palestinos, disse um sindicato que representa juízes de imigração.
A Associação Nacional de Juízes de Imigração disse nesta segunda-feira que, no total, seis juízes de imigração foram demitidos no último fim de semana e três na Sexta-feira Santa.
"Com essas demissões mais recentes, 113 juízes de imigração foram demitidos desde janeiro do ano passado sem o devido processo, causa ou explicação", disse o sindicato, classificando as demissões em massa de "erradas e injustas".
A demissão de juízes de imigração era considerada rara antes de Trump retornar à Casa Branca, disse o sindicato.
As juízas de Massachusetts Roopal Patel e Nina Froes barraram as tentativas do governo Trump de deportar a estudante de doutorado da Universidade Tufts, Rumeysa Ozturk, e o estudante da Universidade de Columbia, Mohsen Mahdawi, respectivamente.
Patel, uma juíza do tribunal de imigração de Boston, e Froes, uma juíza do tribunal de imigração de Chelmsford, estavam próximas do final de seus períodos probatórios de dois anos quando foram demitidas na sexta-feira, disseram ambas à GBH News. Elas foram nomeadas durante a administração do ex-presidente Joe Biden.
O governo Trump tem buscado uma repressão à imigração, política condenada por grupos de direitos como sendo uma violação do devido processo legal e da liberdade de expressão, além de criar um ambiente de insegurança para as minorias.
Trump reprimiu especialmente as vozes pró-palestinas ao tentar deportar estudantes estrangeiros, ameaçando congelar o financiamento de universidades onde foram realizados protestos e ordenando a triagem dos comentários online dos imigrantes. A repressão tem enfrentado obstáculos judiciais.
(Reportagem de Kanishka Singh em Washington)



