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EUA querem se reunir com empresas da área de Defesa para reabastecer estoque de armamento

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O governo Trump planeja se reunir com executivos das maiores empresas contratadas pela defesa dos Estados Unidos na Casa Branca nesta sexta-feira, 6. O objetivo é discutir a aceleração da produção de armas, enquanto o Pentágono trabalha para reabastecer os estoques após os ataques ao Irã e várias outras operações militares recentes, segundo disseram à Reuters cinco pessoas familiarizadas com o plano.

Segundo a agência, empresas como Lockheed Martin e RTX, controladora da Raytheon, junto com outros fornecedores importantes, foram convidadas para uma reunião privada, segundo fontes anônimas.

A reunião com grandes fornecedores de defesa destaca a preocupação de Washington em repor os estoques de armas, significativamente reduzidos após operações militares no Irã, de acordo com uma das fontes.

Conforme a Reuters , desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 e Israel iniciou operações militares em Gaza, os norte-americanos reduziram seus estoques de armas em bilhões de dólares, incluindo sistemas de artilharia, munições e mísseis antitanque.

O conflito no Irã, por exemplo, consumiu mísseis de longo alcance maiores do que os fornecidos a Kiev.

Segundo a Reuters , a Lockheed, o Pentágono e a Casa Branca não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. A RTX se recusou a comentar. Em uma publicação nas redes sociais na segunda-feira, 2, o presidente americano disse que havia um "estoque virtualmente ilimitado" de munições americanas e que "guerras podem ser travadas ‘para sempre’, e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos".

Ainda de acordo com a Reuters , a reunião na Casa Branca ocorre em um momento em que o secretário adjunto de Defesa, Steve Feinberg, lidera os trabalhos do Pentágono nos últimos dias em uma solicitação de orçamento suplementar de cerca de US$ 50 bilhões, que pode ser liberada já na sexta-feira, segundo uma das fontes.

Esse orçamento, que pode ser anunciado em breve, seria destinado a repor os armamentos usados em recentes conflitos, inclusive, no Oriente Médio, embora o valor ainda possa ser ajustado.

Após ataques militares dos EUA ao Irã, envolvendo mísseis de cruzeiro Tomahawk, caças F-35 e drones de ataque, houve um esforço para aumentar a produção de armamentos.

A Raytheon, fabricante do míssil Tomahawk, fez um novo acordo com o Pentágono para elevar a produção para 1 mil unidades anuais, com planos de comprar 57 mísseis em 2026 a US$ 1,3 milhão cada.

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