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Governo ajusta controles de exportação de carnes para atender exigências contra antimicrobianos da UE

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Governo ajusta controles de exportação de carnes para atender exigências contra antimicrobianos da UE
Governo ajusta controles de exportação de carnes para atender exigências contra antimicrobianos da UE

Por Leticia Fucuchima

SÃO PAULO, 3 Jul (Reuters) - O Ministério da Agricultura alterou os controles relacionados à exportação de carnes e derivados para atender à legislação da União Europeia sobre uso de antimicrobianos, com o objetivo de evitar uma suspensão dos embarques ao bloco a partir de setembro.

Segundo ofício circular da pasta, datado desta semana, estabelecimentos habilitados para exportação à União Europeia devem implementar "controles auditáveis capazes de demonstrar o atendimento aos requisitos relativos ao uso de antimicrobianos previstos na legislação europeia".

Esses controles devem assegurar, no mínimo, a rastreabilidade das matérias-primas, animais ou produtos recebidos, bom como a manutenção de evidências documentais utilizadas para demonstrar a elegibilidade das matérias primas, animais e insumos empregados na produção dos lotes destinados à certificação, entre outros requisitos.

Estão previstas ainda adequações para exportação de carnes e derivados ao Reino Unido, também no âmbito da restrição a uso de antimicrobianos.

O governo brasileiro e o setor de carnes vinham buscando apresentar garantias e adequações ligadas aos antimicrobianos desde que as autoridades europeias divulgaram, em maio, que o Brasil não estava na lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal ao bloco.

A ausência na lista estaria relacionada a regras sobre o suposto uso de antimicrobianos com a finalidade de promover crescimento ou aumentar a produção em animais, prática que não é permitida pela União Europeia.

Caso não se adeque, o Brasil não poderá mais exportar à UE produtos (tanto animais vivos para produção de alimentos quanto produtos derivados), como bovinos, equinos, aves, ovos, produtos aquícolas, mel e tripas, a partir de 3 de setembro.

A UE é importante destino de carnes do Brasil, especialmente de produtos de valor agregado, como peito de frango. No caso dos produtos de frango, os totais exportados à UE somaram cerca de US$800 milhões em 2025. Em bovinos, as exportações ao bloco superaram US$1 bilhão.

Procurada, a Abiec, associação que representa os produtores de carne bovina do Brasil, disse que não iria comentar.

Já a ABPA, que representa produtores de carne de frango e suína, não respondeu imediatamente ao pedido de comentários.

(Por Letícia Fucuchima; edição de Marta Nogueira)

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