O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, previsto para a próxima semana, incluirá discussões sobre comércio e geopolítica, bem como sobre a compra de petróleo do Irã por Pequim.
Em entrevista à Bloomberg nesta quarta-feira, Greer ressaltou que Washington busca "estabilidade" na relação com Pequim e que sempre fará negócios com os chineses, algo que, segundo ele, também é compartilhado por países da Europa. Por outro lado, o representante sinalizou que há ressalvas nessa relação.
"Não se pode permitir que a China transforme minerais críticos em armas", ponderou. "Países e empresas da Europa estão repensando suas relações com Pequim. Eles estão começando a ter uma visão realista dos riscos e desafios de fazer negócios com os chineses. É um mercado grande, e as pessoas querem poder fazer negócios lá, mas de uma forma confiável e previsível", acrescentou.
Sobre a União Europeia, Greer disse que os compromissos tarifários e não tarifários do bloco ainda não se materializaram, mas que é esperado que os europeus cumpram sua parte no acordo comercial.
"Já passou da hora de a Europa cumprir o acordo comercial. Não concordamos com as emendas ao acordo propostas pelo Parlamento Europeu; algumas delas precisam ser resolvidas", disse, ao alegar que os europeus são atualmente os que possuem o maior superávit comercial com os EUA, desbancando a China.
O comentário ocorre dias após o presidente Donald Trump ameaçar elevar as alíquotas tarifárias sobre importações de carros e caminhões da UE, de 15% atuais para 25%, com o argumento de que o bloco não está cumprindo integralmente o atual acordo comercial.



