A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, em comunicado divulgado pela agência Irna (mídia estatal iraniana), que realizou uma operação conjunta com mísseis e drones contra alvos ligados aos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein, em resposta a "agressões recentes" de Washington.
Segundo a nota atribuída à assessoria de imprensa da Guarda Revolucionária, as forças navais e aeroespaciais do grupo lançaram entre 19h30 e 20h30 (horário de Brasília) deste sábado, 27, mísseis balísticos e drones contra "oito infraestruturas importantes" na base de Ali al-Salem, no Kuwait, e contra a Quinta Frota dos Estados Unidos no porto de Salman, no Bahrein, alegando que os alvos foram "destruídos".
O comunicado afirma ainda que os EUA teriam atacado, na madrugada, cinco postos costeiros da República Islâmica "sob o pretexto" de retaliar uma ação da Marinha da Guarda contra um navio "infrator".
A Guarda Revolucionária diz que, pelo entendimento firmado em Islamabad, os arranjos de controle de tráfego no Estreito de Ormuz caberiam a Teerã e ameaça endurecer a abordagem contra embarcações consideradas irregulares.
Washington confirmou a ofensiva e o presidente americano, Donald Trump, chegou a ameaçar "a existência" do Irã. "Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de agir com sensatez e seremos forçados a concluir militarmente a tarefa que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir", escreveu.
A Guarda também afirma que uma violação do cessar-fogo seria contrária ao "artigo primeiro" do entendimento de Islamabad e poderia levar à interrupção geral de processos.



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