Uma semana após os terremotos que devastaram a Venezuela, equipes de resgate internacionais denunciam dificuldades para atuar nas áreas afetadas. Organizações humanitárias afirmam que o governo venezuelano tem impedido ou restringido a entrada de socorristas e criado obstáculos às operações de busca por sobreviventes.
Apesar das dificuldades, os resgates continuam. Nesta quinta-feira (2), um homem foi encontrado com vida após passar oito dias sob os escombros. Equipes brasileiras também participam da força-tarefa internacional.
A organização Amavex informou que bombeiros venezuelanos foram impedidos de acessar alguns locais de busca por agentes da Polícia Nacional Bolivariana. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver discussões entre socorristas e policiais durante bloqueios.
Já a equipe alemã ISAR Germany afirmou que teve a entrada no país negada, mesmo após a Venezuela indicar que precisava de ajuda médica internacional. Segundo a organização, 41 especialistas estavam prontos para embarcar, mas a missão foi barrada pelas autoridades.
Outra denúncia foi feita pelo grupo Topos de Chile. O representante da equipe, Francisco Lermanda, afirmou que militares venezuelanos interrompem as buscas para fiscalizar documentos dos socorristas, sob suspeita de que possam atuar como espiões.
Enquanto as buscas seguem, a chance de encontrar sobreviventes diminui a cada dia, aumentando a pressão sobre as autoridades para facilitar o trabalho das equipes de resgate.



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