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Infantino diz que intervalos para hidratação na Copa do Mundo são puramente esportivos, não comerciais

Reuters
Infantino diz que intervalos para hidratação na Copa do Mundo são puramente esportivos, não comerciais
Infantino diz que intervalos para hidratação na Copa do Mundo são puramente esportivos, não comerciais

24 Jun (Reuters) - O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu a introdução de intervalos para hidratação na Copa do Mundo, insistindo que, para a entidade que rege o futebol, essa medida é motivada exclusivamente por considerações esportivas e não por interesses comerciais.

Os intervalos obrigatórios de três minutos, introduzidos aos 22 e 67 minutos de cada partida do torneio, têm gerado críticas de jogadores, técnicos e torcedores desde a primeira rodada de jogos.

Os intervalos, introduzidos para ajudar os jogadores a lidar com as altas temperaturas na América do Norte, abriram novas oportunidades de publicidade para as emissoras.

Isso alimentou o debate sobre seu impacto no jogo, com alguns telespectadores reclamando de serem expostos a comerciais durante as interrupções de três minutos.

“Não há receita adicional para a Fifa, já que todos os acordos comerciais foram assinados com bastante antecedência. Portanto, isso não é uma questão financeira para nós. Para nós, é puramente uma questão esportiva”, disse Infantino em comunicado na quarta-feira.

Os intervalos permitem que a comissão técnica dê instruções táticas durante a partida, uma mudança que, segundo os críticos, interrompe o ritmo e altera fundamentalmente a natureza do jogo.

O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, disse que a pausa adicional “interrompe e altera a identidade da partida de futebol”, enquanto o técnico do Uruguai, Marcelo Bielsa, afirmou que dividir as partidas em segmentos mais curtos retira a característica fundamental do esporte.

O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, e o capitão da Holanda, Virgil van Dijk, apoiaram a intenção por trás da regra em condições de calor extremo, mas questionaram a necessidade dela em climas mais amenos e em estádios cobertos.

“O principal motivo é o calor, mas também precisamos entender que, em uma competição como a Copa do Mundo, disputada ao longo de 39 dias, com as seleções potencialmente jogando oito partidas nesses 39 dias, ter um momento para descansar é extremamente importante”, disse Infantino.

“O que importa ainda mais para nós é garantir que todas as seleções, em todas as partidas, joguem nas mesmas condições."

“É muito difícil aceitar que um técnico possa ter a oportunidade de influenciar uma partida fazendo ajustes simplesmente porque está mais quente, enquanto em outra partida, onde a temperatura é um pouco mais baixa, o mesmo técnico não tenha a mesma oportunidade”, completou.

Infantino afirmou que os intervalos não reduziram a intensidade das partidas, sugerindo que os jogadores conseguem manter um alto nível de desempenho durante todo o jogo.

(Reportagem de Suramya Kaushik em Bengaluru)

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