DACAR/BAMAKO, 7 Mai (Reuters) - Insurgentes ligados à Al Qaeda atacaram dois vilarejos no centro do Mali na noite de quarta-feira, matando cerca de 50 pessoas, incluindo membros das forças de autodefesa pró-governo e civis, disseram três fontes à Reuters nesta quinta-feira.
Estes são os ataques mais mortais conhecidos desde que o grupo Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), ligado à Al Qaeda, se uniu ao grupo rebelde Azawad Liberation Front (FLA), dominado pelos tuaregues, para um ataque coordenado em todo o país da África Ocidental no final de abril. Combates esporádicos persistem desde então.
Os agressores atingiram duas localidades na região de Mopti, disseram as três fontes -- um trabalhador humanitário, um diplomata e uma fonte de segurança.
Um morador de Bankass, próximo às localidades visadas, também confirmou que os ataques ocorreram na noite de quarta-feira, mas não pôde fornecer um número de mortos ou a identidade dos criminosos.
"Homens armados não identificados invadiram o local, abriram fogo e saquearam o vilarejo", disse a pessoa.
Não ficou claro quantas das pessoas mortas eram civis. Grupos de autodefesa e caçadores locais, muitas vezes aliados aos militares do Mali, protegem com frequência os vilarejos contra ataques de militantes naquela região.
Um porta-voz do Exército do Mali não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre os ataques.
(Reportagem da Redação do Mali, Jessica Donati e Portia Crowe)



