O governo do Irã subiu o tom das ameaças e declarou que fechará completamente a passagem do Estreito de Ormuz caso os Estados Unidos ou seus aliados realizem ataques contra as infraestruturas de energia iranianas. O aviso ocorre em um momento de escalada militar na região, onde o controle do estreito é usado por Teerã como sua principal ferramenta de dissuasão estratégica.
Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o Estreito de Ormuz é o ponto de passagem de aproximadamente 20% de todo o consumo mundial de petróleo e cerca de um terço do gás natural liquefeito (GNL) transportado por via marítima. Um bloqueio total nesta região provocaria um choque imediato e severo nos preços dos combustíveis em escala global, afetando diretamente as bolsas de valores e o custo de vida em diversos países, inclusive no Brasil.
O Irã justifica a ameaça como uma medida de autodefesa, afirmando que qualquer agressão externa que vise paralisar sua produção de energia será respondida com a interrupção do fluxo comercial de terceiros. Por outro lado, o governo americano mantém uma presença naval constante na área para garantir a "livre navegação", configurando um cenário de "barril de pólvora" onde qualquer incidente menor pode desencadear um conflito de proporções internacionais.

