O Irã afirmou nesta sexta-feira (17) que voltará a fechar o Estreito de Ormuz caso os Estados Unidos mantenham o bloqueio naval imposto na região. A declaração foi feita por uma autoridade iraniana à agência Fars, em meio à escalada de tensões com o governo do presidente norte-americano Donald Trump. O estreito é considerado uma das principais rotas do comércio global de petróleo.
Mais cedo, Trump declarou que o bloqueio militar dos EUA no Estreito de Ormuz seguirá em vigor até a conclusão das negociações com o Irã. Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que o trecho marítimo está “completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego”, mas que as restrições seguem aplicadas especificamente ao Irã. “Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada”, escreveu.
Em resposta, veículos oficiais iranianos classificaram a posição norte-americana como “chantagem” e disseram que o anúncio de reabertura da rota marítima é incompleto. A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária, reforçou que a passagem poderá ser novamente bloqueada caso o bloqueio dos EUA continue na região, ampliando a tensão diplomática entre os dois países.
O Estreito de Ormuz é uma das vias mais estratégicas do mundo, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente. O canal conecta o Golfo Pérsico ao oceano aberto e já foi alvo de restrições e ameaças durante o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, que elevou os preços do petróleo no mercado internacional nas últimas semanas.
O impasse ocorre em meio a negociações internacionais mediadas por outros países e a debates sobre segurança marítima na região. Enquanto os EUA afirmam atuar para garantir a passagem segura de navios, o Irã acusa Washington de aumentar a instabilidade ao manter presença militar no estreito.



