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Irã busca reabrir Estreito de Ormuz em nova oferta de paz aos EUA

Irã busca reabrir Estreito de Ormuz em nova oferta de paz aos EUA
Foto- Gallo Images / Copernicus Sentinel 2017/ Orbital Horizon

As negociações para encerrar o conflito que já dura dois meses entre EUA e Irã ganharam um novo capítulo neste domingo (26). Por meio de mediadores paquistaneses, Teerã apresentou uma proposta focada na reabertura do Estreito de Ormuz, via vital para o comércio global de petróleo. No entanto, o desfecho pacífico parece distante: segundo a agência Axios, as discussões sobre o programa nuclear iraniano — o ponto mais sensível do embate — foram adiadas.

O presidente americano, Donald Trump, reforçou sua posição em entrevista à Fox News, afirmando que o canal para diálogo está aberto, mas com uma condição inegociável: "Sabe, temos um telefone. Temos linhas seguras. Mas eles sabem o que precisa constar no acordo: não podem ter armas nucleares. Caso contrário, não há motivo para se reunirem."

Por outro lado, o governo iraniano exige que os Estados Unidos removam os obstáculos econômicos, especialmente o bloqueio aos portos do país, antes de qualquer concessão definitiva. O otimismo por um acordo sofreu um duro golpe no sábado (25), quando Trump cancelou a missão de seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, ao Paquistão. Enquanto isso, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, segue em uma maratona diplomática entre Omã e Rússia, onde deve se encontrar com Vladimir Putin.

O impasse já reflete na economia mundial. No início do pregão desta segunda-feira (27):

Petróleo: Preços em alta devido ao bloqueio no transporte marítimo.

Dólar: Leve valorização frente à incerteza global.

Bolsas: Futuros das ações americanas recuaram diante do risco de prolongamento da guerra.

A guerra teve início em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã. Embora um cessar-fogo parcial tenha reduzido os combates em larga escala, o conflito já deixou milhares de mortos e continua a alimentar a inflação global. O Irã insiste no direito de enriquecer urânio para fins pacíficos, enquanto o Ocidente vê a atividade como uma ameaça de militarização nuclear.

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